Regras para troca viram diferencial


Por Tribuna

25/12/2014 às 07h00- Atualizada 30/12/2014 às 14h53

Juiz-foranos deixaram as compras para a última semana

Juiz-foranos deixaram as compras para a última semana

Consumidora foi às compras no Calçadão já no clima do Natal

Consumidora foi às compras no Calçadão já no clima do Natal

Algumas lojas, como a Taco, aceitam trocas em qualquer unidade do país

Algumas lojas, como a Taco, aceitam trocas em qualquer unidade do país

Quem não agradou dos presentes de Natal que recebeu deve ficar atento. Muitas lojas garantem a oportunidade de realizar a troca dos produtos, mas, para isso, é preciso saber as regras do estabelecimento para o procedimento. Segundo informações da Agência de Proteção e Defesa do Consumidor de Juiz de Fora (Procon/JF), o Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece a troca obrigatória apenas quando há defeitos de fabricação nos produtos. No caso em que se quer trocar por outro modelo ou tamanho, por exemplo, a realização é opcional e, por isso, cada lugar cria suas próprias regras.

Na loja de calçados Humanitarian, a equipe de vendedores orientou os consumidores durante as compras natalinas. “Pedimos para que nos avisassem se o produto era presente para podermos anotar o número do cupom fiscal na caixa”, diz a gerente júnior Nadilaine Najla. Para as compras pessoais, o estabelecimento exige do comprador, além do cupom, a Carteira de Identidade e o CPF. O prazo para a troca é de 30 dias. Segundo ela, desde a última terça-feira, o movimento de trocas de presentes já começou. “Realizamos 106 trocas em apenas um dia. Esta demanda aumentar a partir do dia 26.”

O procedimento para troca em uma loja de sandálias localizada na Rua São João, no Centro, é diferente. “Precisamos do cupom fiscal, mesmo que seja presente, e do produto com etiqueta”, diz a gerente Pâmela Gomes. Além disso o estabelecimento, assim como vários outros suspendeu as trocas na semana que antecedeu o Natal, devido ao aumento do movimento para vendas.

Em grande parte das lojas de vestuário que realizam troca, o processo é simples. “Só pedimos que mantenham a etiqueta. Trocamos todos os produtos em qualquer uma de nossas lojas no país, inclusive os que estão em promoção, e não há prazo definido para isso”, diz a vendedora da Taco, Ana Cláudia Costa.

A situação é semelhante na loja de roupas feminina Kilômetro por Hora. “Só é preciso manter a etiqueta. A troca pode ser feita até o momento em que mudarmos a nossa coleção, o que ocorrerá em março do ano que vem. Mas orientamos os consumidores a efetuarem até meados de janeiro para terem mais opções , já que o próximo mês é quando realizamos as promoções.”

O proprietário da Imaginarium localizada no Mister Shopping, Luis Fernando Faber, espera aumento da demanda de troca de produtos já a partir de amanhã. “É comum, pois a pessoa pode não agradar ou até mesmo receber algo repetido. Sabemos que nesse caso a troca não é obrigatória, mas não criamos burocracias para isso, pois mantemos o comprometimento com o cliente.” Ele diz que apenas os produtos que estão com descontos maiores não podem ser trocados. “Mas informamos ao consumidor no momento da compra.” Para a troca, o estabelecimento exige apenas a apresentação da nota fiscal.

Já na loja de bijuterias e semijoias Valency Acessórios, a proprietária Elisa Dias afirma que os produtos em promoção não podem ser trocados. “Os demais são etiquetados com a informação de que a troca pode ser efetuado num período de 15 dias a partir da compra. É necessário apenas manter esta etiqueta.”

Última hora movimentada

Como já era esperado pelo comércio, o movimento de consumidores de última hora continuou ontem. Nas ruas do Centro, o fluxo de pessoas foi menor do que o verificado na última semana, mas as lojas iniciaram o dia com vendas. No Independência Shopping, a demanda foi intensificada no final da manhã.

A expectativa da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) é que o Natal seja responsável pela recuperação de um ano de vendas fracas. “Estamos encerrando um ano atípico, pois a realização da Copa do Mundo e das eleições prejudicaram muitos setores, inclusive o nosso”, diz o presidente da CDL, Marcos Casarin.

Segundo ele, setores como vestuário, calçados e brinquedos devem ser os principais beneficiados pela data. Desta forma, o comércio deve alcançar crescimento nas vendas de até 10% em comparação com o ano passado. “A movimentação nas ruas nesses últimos dias nos deixou bastante otimistas de alcançar esse resultado. Além dos juiz-foranos, teremos muitos consumidores de fora da cidade.”

Casarin destaca que CDL e Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF) se uniram em campanha de divulgação para atrair consumidores de outros 30 municípios localizados na Zona da Mata. “Juiz de Fora é cidade polo da região e tem um comércio forte para atender a população do entorno.”