Consumidores lotam as ruas


Expectativa é de que o movimento volte a ser grande nas lojas hoje
Ruas cheias, sacolas nas mãos e filas dentro e fora das lojas. Confirmando as expectativas do comércio, muitos juiz-foranos deixaram as compras de Natal para a última hora. Ontem, o fluxo de consumidores no Centro foi intenso durante todo o dia, e a expectativa é que continue assim até a tarde de hoje, conforme informações da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).
Quem foi às compras ontem precisou ter paciência. Com as ruas cheias, a pesquisa de preços entre uma loja e outra ficou mais demorada. Nos estabelecimentos, a grande demanda de consumidores também atrasou o atendimento. O metalúrgico Ulisses Alves, 52 anos, levou quase seis horas para comprar todos os presentes. “Deixar para última hora não é a melhor opção, mas foi a condição que eu tive para fazer as compras”, conta. Roupas e calçados foram as alternativas para presentear seis pessoas da família. “Consegui encontrar tudo o que desejava, mas precisei de tempo. Os preços estão mais elevados, mas planejei quanto iria gastar com a data para evitar problemas.”
Assim como Ulisses, a maior parte dos juiz-foranos deve optar por presentes dos segmentos de vestuário e calçados este ano, conforme avaliação do presidente da CDL, Marcos Casarin. “As pessoas consumiram menos ao longo do ano e, agora, vão comprar para unir o útil ao agradável, conciliando os presentes com a necessidade. O Natal deve aquecer, principalmente, o segmento de vestuário e calçados da cidade. As lojas de brinquedos também alcançarão bons resultados, pois as crianças são muito presenteadas na data.”
Segundo ele, desde a última semana, o comércio local acompanhou o aquecimento da movimentação dos consumidores. “Nos últimos dias a demanda ficou intensa, pois muitas pessoas de fora chegaram na cidade.” Este foi o caso da professora Márcia Lamas, 61 anos, que veio com a neta Cristiane Rosa, 23 anos, do Espírito Santo. “Vamos todos para a ceia natalina na casa da família em Silveirânia, mas aproveitamos para fazer as compras aqui, pois o comércio nos dá mais opções.” O tumulto das ruas não as incomodou. “A gente sabe que na última hora vai ser assim mesmo. E é tão bom reencontrar a família, que isso não é problema.”










