Cresce procura nos supermercados


Por Tribuna

23/12/2015 às 11h41- Atualizada 23/12/2015 às 15h20

Setor aposta na tradição das festas para impulsionar consumo (Fernando Priamo/22-12-2015)
Setor aposta na tradição das festas para impulsionar consumo (Fernando Priamo/22-12-2015)

A dois dias para o Natal, o movimento nos supermercados começa a ganhar força. Apesar de o faturamento de novembro, em todo o país, ter apresentado queda de 7,13% na comparação com o mesmo mês de 2014, o setor aposta que o apelo da data e a tradicional preparação da ceia possam incrementar as vendas, podendo superar, inclusive, a performance do ano anterior. No Bahamas, a expectativa é de até 20% de aumento nas vendas ante a data anterior. Segundo o gerente de Marketing, Nelson Júnior, depois de garantir os presentes para a família, chegou a hora de os juiz-foranos prepararem a ceia.

O gerente avalia que, desde o início do ano, tem percebido o movimento de os consumidores substituírem produtos mais caros por mais baratos, tendência que se mantém no Natal. Por isso, diz, os estoques também foram adaptados. Uma das apostas, este ano, são as aves especiais. Das 300 toneladas encomendas do produto, a grande maioria (200 toneladas) são de carne com este perfil. Segundo ele, o importado, encarecido pela supervalorização do dólar, não deve ganhar destaque na mesa este ano, até pela ampla oferta de bebidas e frutas nacionais.

A auxiliar de serviços gerais Maria Irandi Caetano iniciou as compras para a ceia ontem. Este ano, Maria pretende economizar. Por isso, a refeição natalina deve ser composta por ave, panetone, frutas nacionais e um pavê. “O dinheiro está curto, o medo do desemprego é grande. A saída é gastar menos.” Já a dona de casa Lúcia Helena de Souza esperava concluir as compras ontem. Este ano, ela abandonou produtos mais caros, como castanha, nozes e azeite importado, priorizou produtos nacionais e fará uma ceia modesta, mas saborosa, composta por ave, arroz, salada e maionese. Para a dona de casa, o momento atual não está favorável a muitos gastos.

Para o presidente do conselho consultivo da Associação Brasileira de Supermercados, Sussumu Honda, levando-se em conta o momento difícil da economia, esperar um Natal estável já é ser otimista. Na sua opinião, a tradição das festas de Natal e de Réveillon deve impulsionar o consumo nos supermercados. O período é considerado um “forte aliado para equilibrar o resultado de vendas das empresas no ano”.