JF tem o pior março dos últimos 12 anos


Por Tribuna

23/04/2016 às 07h00

Com a eliminação de 227 empregos com carteira assinada no mês passado, Juiz de Fora apresenta, em termos de empregabilidade, o pior março dos últimos 12 anos. O número é resultado das 4.726 admissões contra as 4.953 demissões feitas no período. Na análise do primeiro trimestre, são menos 1.263 empregos formais, mais do que o dobro do verificado no mesmo período do ano anterior (-613). Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Com o desempenho de março, Juiz de Fora ocupa o 95º lugar no ranking mineiro, que considera a evolução do mercado formal em municípios com mais de 30 mil habitantes. Na análise dos setores produtivos, o comércio é o recordista de cortes de vagas celetistas na cidade (-1.090), seguido por serviços (-164) e indústria da transformação (-18), sempre considerando o acumulado do ano. A construção civil foi o único segmento que apresentou desempenho positivo. O setor contratou mais do que demitiu e fecha o trimestre com saldo positivo de 49 vagas. Considerando os últimos 12 meses, são menos 4.419 empregos formais na cidade, uma diminuição de 3,15% no nível de emprego.

No país, o resultado de março é o pior dos últimos 25 anos, com a extinção de 118.776 postos de trabalho com carteira assinada. Nos últimos 12 meses, são menos 1,8 milhão de vagas formais. O país, aliás, completa 12 meses ininterruptos de fechamento de empregos celetistas. Quase todos os setores da economia demitiram mais do que contrataram. A exceção foi a administração pública, com 4.300 vagas a mais no mês. O comércio e a indústria de transformação fecharam o maior número de empregos, respectivamente, 41.978 e 24.856. Em terceiro lugar, vem a construção civil, com supressão de 24.184 oportunidades.

Os estados que apresentaram o pior desempenho foram São Paulo (-32.616 vagas), Rio de Janeiro (-13.741) e Pernambuco (-11.383). Apenas quatro contrataram mais que demitiram: Rio Grande do Sul (4.803 vagas criadas), Goiás (3.331), Roraima (220) e Mato Grosso do Sul (187). Em Minas, são menos 7.979 empregos celetistas em março.