Situação no ABC preocupa JF
As medidas adotadas pela Mercedes-Benz na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC, aumentaram a preocupação dos trabalhadores da planta em Juiz de Fora. Na última sexta-feira, a montadora comunicou a demissão de 500 funcionários da unidade paulista, dentre os mais de 700 que estavam em lay-off e retornariam ao trabalho no dia 4 de maio. Ontem, os trabalhadores deflagraram greve por tempo indeterminado.
O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora, Fernando Rocha, diz que a situação vivida em São Bernardo cria insegurança na planta local, que possui cem colaboradores em lay-off previstos para retornarem às atividades no dia 30. “Nós não temos uma posição da Mercedes e estamos aguardando a gerência de recursos humanos agendar uma reunião conosco.”
Apesar da incerteza, o presidente da entidade, João César da Silva, se mantém confiante. “Há um acordo que garante os empregos da nossa unidade”, destaca. “Além disso, a empresa abriu processo seletivo com 65 vagas para os trabalhadores que tiverem interesse em ir para Iracemápolis (SP). Não esperamos demissões.”
No ano passado, foi acordado que se a Mercedes realizasse demissões durante o lay-off ou nos três meses seguintes ao término da medida, deveria arcar com multa no valor de R$ 5.500 por trabalhador dispensado, acrescido do salário do funcionário.
Em nota, a Mercedes informou, mais uma vez, que “assim como praticamente todas as indústrias do setor automotivo, a fábrica de JF também está adequando a sua produção à queda nas vendas de caminhões no mercado brasileiro” e que, se novas medidas de ajustes fossem tomadas, estas seriam informadas previamente.










