JF tem retração de 31% no saldo de vagas formais no bimestre


Corrigida em 21/03 às 16h10
Juiz de Fora registrou saldo negativo de 19 vagas na criação de empregos formais (com carteira assinada) em fevereiro deste ano, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com o resultado, o primeiro bimestre de 2013 apresentou retração de 31% do número de novos postos de trabalho em relação ao mesmo período de 2012. Os saldos foram de 283 e 419 novas vagas, respectivamente (ver quadro).
(Anteriormente, havíamos publicado que o percentual de retração era de 67%, quando na verdade é de 31%)
A situação contraria as expectativas de retomada do crescimento do número de empregos formais para reverter o quadro de informalidade na região, conforme mostrado em matéria da Tribuna no último domingo. Apesar disso, representantes de setores econômicos não acreditam que haja motivo para preocupação, e atribuem o resultado ao período curto do mês.
O resultado de fevereiro deste ano foi alavancado pelo desempenho dos setores de comércio, construção civil e serviços. Enquanto os dois primeiros apresentaram saldo negativo em 223 e 114 vagas, respectivamente, resultado do maior número de demissões ante as contratações, o terceiro apresentou redução do saldo positivo, caindo de 526 oportunidades, em janeiro, para 321 no mês passado.
Na avaliação dos representantes dos setores, fevereiro foi um mês atípico por conta do Carnaval. "Quando o feriado é antecipado, as vendas do varejo diminuem. E já estamos vindo de um período bem fraco", justifica o presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti. Segundo ele, o desempenho também reflete as demissões de colaboradores temporários. "O comércio não tem contratado, principalmente, por dois motivos: baixas vendas e dificuldade de encontrar funcionários com perfil", destaca.
Quanto ao setor de serviços, também representado pela entidade, Beloti acredita que a redução no saldo de empregos se deve à estabilização do segmento. "No ano passado, vivemos um boom. Agora, é esperado que as coisas se normalizem." Para o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Juiz de Fora (Sinduscon-JF), Leomar Delgado, além do Carnaval, o clima contribuiu para que o setor contratasse menos em fevereiro. "Com feriado e chuva, as obras não são feitas. Contratar é muito caro, e ninguém vai fazê-lo para deixar o trabalhador parado."











