Greve na Cemig atrasa reparos em até 5 dias


Por Tribuna

18/12/2015 às 07h00- Atualizada 18/12/2015 às 08h51

A greve dos trabalhadores da Cemig, que está prestes a completar um mês, causa transtorno aos clientes em Juiz de Fora, a exemplo do restante do estado. Estimativa do Sindicato dos Eletricitários aponta que o reparo que poderia ser realizado em um dia pode demorar até cinco, em função do movimento que completa 24 dias nesta sexta-feira. Pelas contas da entidade de classe, cerca de 40% dos 150 a 200 efetivos estão de braços cruzados na cidade, a grande maioria do setor operacional.

Uma preocupação é em relação às equipes especializadas em rede subterrânea, capacitada para atender emergências no Centro da cidade, e às de “linha viva”, que trabalham com rede de alta tensão energizada, sem a necessidade de “desligar” os clientes. Ambas estariam em greve. No domingo, a queima de um transformador da rede subterrânea da Cemig, seguido por dois estouros e uma densa nuvem de fumaça em pleno Calçadão da Rua Halfeld, provocou a interrupção do abastecimento por quase duas horas, comprometendo as vendas dos lojistas no primeiro domingo de horário estendido do comércio juiz-forano.

O presidente do Sindicato dos Eletricitários, José Emanuel Esteves, afirma que a cidade tem sido prejudicada não apenas em função da greve, mas também da falta de investimentos da companhia. José Emanuel ressalta, no entanto, que o atraso em serviços operacionais pode provocar transtorno, mas não perigo à sociedade. Sobre o episódio de domingo, por exemplo, ele afirma que o sindicato autorizou os trabalhadores a realizarem o reparo, que teria se estendido de meio-dia a 2h da madrugada. “Era uma situação perigosa, liberamos na hora.”

Sobre a greve, o presidente destacou que foram realizadas inúmeras reuniões de negociação, sem avanços. Por este motivo, diz, a paralisação segue por tempo indeterminado. Por meio de nota, a Cemig diz que “gostaria de tranquilizar seus consumidores de que a continuação da paralisação dos empregados não afeta o funcionamento e o atendimento aos consumidores”. A companhia reforçou, ainda, “a disposição de manter as negociações com os empregados, visando encerrar a paralisação o mais rápido possível”.