Brafer está em fase de testes


Por FABÍOLA COSTA

18/12/2015 às 07h00- Atualizada 18/12/2015 às 08h55

Apesar de prevista para o segundo semestre deste ano, a inauguração da Brafer Construções Metálicas S/A – que, em Juiz de Fora, deve assumir a marca da Perfiminas -, só deve acontecer no início de 2016. Esta é a expectativa da Prefeitura, que acompanha a concretização do projeto na cidade. Procurada, a Brafer informou, apenas, que a planta está equipada e em funcionamento, sem perspectiva de inauguração oficial. O protocolo de intenções foi assinado em 2010, na gestão do então prefeito Custódio Mattos (PSDB).

Conforme o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda, André Zuchi, a fábrica, especializada em perfis metálicos, utilizados em edifícios e galpões e como suporte de equipamentos industriais, está na fase de curva de aprendizagem, com montagem de máquinas e testes na linha produtiva. “A informação que temos é que, no início do próximo ano, a empresa vai operar mais definitivamente.” Para Zuchi, a crise tem postergado a efetivação do negócio, cujo investimento total chega perto de R$ 90 milhões. A perspectiva é de criação gradativa de 350 empregos diretos. “A crise atingiu todo mundo”, justifica.

A meta da Brafer seria inaugurar a unidade juiz-forana já comercializando parte da produção. A unidade, com 25 mil metros quadrados de área construída, está localizada no Distrito Industrial. A ideia inicial era construir, no município, um centro de serviços para promover, em uma única planta, o beneficiamento de aços planos e não planos. Os produtos seriam fabricados a partir de matéria-prima fornecida por siderúrgicas mineiras. Na segunda fase, a unidade passaria a fabricar também estruturas metálicas, especialmente pontes. No mix de produtos comercializados estavam: perfis, vigas de grande porte e chapas.

Informações divulgadas pelo portal “Met@lica”, especializado em construção civil, aponta que a planta juiz-forana configura novo centro de serviços para fornecimento de perfis soldados, corte, furação, recortes em perfis e em tubos, além de preparação de chapas. A perspectiva é que, ao atingir a capacidade plena, processará 30 mil toneladas de aço por ano, podendo gerar 500 postos de trabalho, entre diretos e indiretos.