Média salarial sobe 4% em 2013 em Minas


Por Tribuna

18/08/2014 às 20h03

A remuneração média do trabalhador não chega a três salários mínimos em Minas Gerais. No ano passado, o valor médio foi de R$ 1.931,43, cerca de 4% maior do que o verificado em 2012: R$ 1.856,56. Uma constatação é que os homens continuam recebendo mais do que as mulheres – R$ 2.120,47 contra R$ 1.683,01, respectivamente. O rendimento médio do homem cresceu 4,31%, e o da mulher trabalhadora, 3,85% no mesmo período. Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) referentes a 2013 foram apresentados nesta segunda-feira (18) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Não foi divulgado o recorte municipal.

Dentre os 25 subsetores da atividade econômica apurados pelo MTE, o de instituições de crédito, seguros e capitalização apresentou a maior remuneração média, R$ 4.306,82 em dezembro, alta de 1,47% ante o ano anterior. Os serviços industriais de utilidade pública estão em segundo lugar (R$ 3.720,91), seguido pelo extrativo mineral (R$ 3.439,48). A maior variação relativa, no entanto, foi identificada na indústria do material de transporte, que apresentou alta de 25,24% de um ano para o outro. Neste caso, os vencimentos médios subiram de R$ 2.662,75 para R$ 3.334,75.

Considerando o grau de instrução, os ganhos médios aumentam de acordo com os anos de estudo, partindo de R$ 1.025,86 (analfabeto) a R$ 4.364,94 (superior completo). Conforme a Rais, o trabalhador com ensino fundamental completo recebeu, em média, R$ 1.287,18 em Minas no ano passado. Concluído o ensino médio, a média sobe para R$ 1.579,31.

Além da remuneração, o comportamento do emprego formal também é considerado pela Rais. Em 2013, foram registrados cerca de cinco milhões de empregos com carteira assinada em Minas, crescimento de 2,6% ante o estoque de 2012. Em números absolutos, foram 128.900 postos a mais. Os setores que apresentaram melhor desempenho foram administração pública, com a criação de 51.700 vagas formais (6,12%), comércio com 31.600 (3,28%) e serviços, com 29 mil novos postos (1,84%). Em contrapartida, os setores que reduziram o nível de emprego formal no estado foram: construção civil, que eliminou 3.900 postos (-1,12%), e os serviços industriais de utilidade pública, que suprimiram 71 postos de trabalho (-0,17%) no intervalo analisado.

Ainda segundo o MTE, o estoque mineiro de empregos formais é maior na faixa etária entre 30 e 39 anos (1.486.916), além de 40 e 49 anos (1.077.199). Considerando o grau de instrução, a maior concentração é verificada em cargos com exigência de ensino médio completo (2.133.452), seguido pelos ocupados pelo trabalhador com nível superior completo (825.401).

Desaceleração

Diante do aumento de 3,14% no estoque formal no país – maior do que o percentual mineiro -, o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, avalia que os dados da Rais demonstram desaceleração, mesmo com saldo positivo na oferta de vagas formais. O país vem mantendo a geração de postos, seguindo o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar da desaceleração, criamos vagas de emprego e tivemos ganhos reais de salário. Em todo país, foram abertos 1,490 milhão de postos de trabalho em 2013 contra 1,148 milhão no ano anterior. Considerando os rendimentos médios, o ganho foi de 3,18%, superior ao verificado em 2012 (2,97%), passando de R$ 2.195,78 para R$ 2.265,71, cerca de três mínimos. O salário mínimo é de R$ 724.