Exportações crescem 5,4% em JF


Por Tribuna

17/01/2015 às 07h00

Produtos têxteis entraram este ano na pauta de exportações

Produtos têxteis entraram este ano na pauta de exportações

A balança comercial juiz-forana apresentou alta de 5,41% nas exportações e queda de 21,84% nas importações no ano passado ante 2013, fechando em déficit de, aproximadamente, US$ 607,5 milhões. A última vez que as exportações (US$ 68 milhões) apresentaram alta em Juiz de Fora foi em 2008. Já as importações (US$ 675,6 milhões) tiveram a maior queda desde 2010. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Considerando as exportações, os bens intermediários responderam por mais da metade dos negócios (64,87%), em especial insumos industriais. Já os bens de capital somaram 34,76% das vendas para o mercado externo, seguidos por bens de consumo não duráveis (0,36%). Os principais produtos negociados foram zinco (32,21%), instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia e odontologia (25%), obras de asfalto (10,53%) e veículos para transporte de mercadorias (9,47%). Entre os principais destinos estão África do Sul (19,47%), Peru (11,65%), Argentina (11,18%), Espanha (10,80%) e Estados Unidos (10,75%), que estão entre mais de 30 países que importam produtos locais.

A analista de Comércio Exterior da Fiemg Regional Zona da Mata, Maria Fernanda Quirino, identificou a inclusão de 13 novos produtos na pauta exportadora, como derivados de soja, máquinas e produtos têxteis. “Pode ser um movimento que justifique a alta na exportação.” Maria Fernanda analisa que a inclusão representa quase 1/3 da lista composta por cerca de 40 itens negociados no exterior. “É bastante significativo.” A analista também destaca a incorporação de novos países entre os destinos, como Polônia, Rússia, Coréia do Sul e Holanda. “Diversificar produtos e mercado é positivo para Juiz de Fora.”

Entre os principais produtos importados estão veículos para transporte de mercadorias (31,56%), automóveis para transporte de dez pessoas ou mais (29,75%), minério de zinco e concentrados (13,04%) e automóveis de passageiros (7,16%). Uma particularidade é que o último item apresentou queda de 77,50% ante 2013. Naquele ano, liderava o ranking com 24,88% de participação nas importações juiz-foranas, movimento relacionado à atuação da Mercedes-Benz em Juiz de Fora.

Ao contrário das exportações, os bens de capital lideram as aquisições no exterior (70,51%), seguidos por bens intermediários (22%) e bens de consumo (7,40%). Os principais destinos hoje são Argentina (60,43%), Alemanha (13,29%), Peru (13%) e Estados Unidos (4,77%).

Para Maria Fernanda, a expectativa para 2015 é de um ano favorável ante um 2014 considerado economicamente ruim. A analista destaca a recuperação dos Estados Unidos, foco de algumas empresas juiz-foranas, e a expectativa de que as exportações aumentem por lá, além da valorização da moeda norte-americana e do mercado interno desabastecido que favorecem as vendas para o mercado externo.

“Juiz de Fora tem produtos de diversos tipos, uma vasta pauta. Há mercado para todo mundo.”

Café

A receita das exportações mineiras do agronegócio em 2014 somou U$ 8,1 bilhões, 10,2% a mais do que o registrado no ano anterior. A cifra alcançada pelas vendas externas equivale a 27,6% do total das exportações estaduais, que chegaram a US$ 29,3 bilhões. A informação é da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) com base em dados do MDIC.

O café foi o destaque, com exportação de US$ 4,1 bilhões, aumento de 32,6% ante o registrado em 2013. Segundo o superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, o café volta a responder por mais de 50% da pauta do agronegócio. O setor do sucroalcooleiro, segundo produto da pauta mineira, contribuiu com US$ 0,97 bilhão, representando 12,3% do total exportado pelo agronegócio. As carnes (bovino, suíno, frango e peru) superaram o complexo soja no ano passado, ocupando a terceira posição com 11,7% da pauta, enquanto os derivados de soja ficaram em quarto lugar com 10,4%, conforme informações da Agência Minas.