Aulas em janeiro aquecem economia


Por Tribuna

15/01/2016 às 07h00- Atualizada 15/01/2016 às 08h01

Restaurantes e bares confirmam impacto positivo com as aulas na UFJF (Olavo Prazeres/08-01-16)

Restaurantes e bares confirmam impacto positivo com as aulas na UFJF (Olavo Prazeres/08-01-16)

O retorno de 16 mil alunos às aulas da UFJF, desde o dia 4, trouxe movimento atípico para alguns setores da economia. Sem quantificar percentuais, bares, restaurantes e imobiliárias afirmam que o número de clientes aumentou consideravelmente em comparação com os meses de janeiro em que não há aulas na instituição. A expectativa é de que a demanda permaneça aquecida, sobretudo com a realização do Pism, que tem 23.962 inscritos. O exame, que tradicionalmente ocorre em dezembro, está agendado para 17 e 18 deste mês.

No bar Stúdio B, o gerente Bernardo Albuquerque diz que se surpreendeu com o aumento da demanda. “Geralmente, o período entre o Natal e o carnaval tem uma movimentação mais fraca. Mas já no primeiro fim de semana após o início das aulas, o número de clientes foi muito maior e superou nossas expectativas.” De acordo com a proprietária do Restaurante Sabor da Terra, Graziele David, os estudantes trouxeram fôlego para iniciar o ano, após um 2015 de dificuldades. “Nos últimos dias, recebemos muitos alunos com a família. Esta movimentação não é tão comum em janeiro, por ser mês de férias. Está sendo uma boa maneira de começar o ano.”

Na avaliação do diretor executivo da Abrasel da Zona da Mata, Marcos Henrique Miranda, o início do calendário acadêmico da UFJF sempre traz impactos positivos. “Os bares que têm uma identificação com os jovens e os restaurantes que trabalham com preço fixo absorvem bem esta demanda.” Segundo ele, é difícil quantificar se esta movimentação é capaz de compensar a queda que o setor tem sentido desde o ano passado. “Mas é um retorno que traz otimismo para os estabelecimentos.”

 

Imobiliárias

A volta às aulas também aumentou a procura por imóveis em um período considerado atípico, segundo a Associação Juiz-forana de Administradoras de Imóveis (Ajadi). “A movimentação que esperávamos no início do segundo semestre do ano passado não ocorreu diante da suspensão do calendário acadêmico e chegou nas últimas semanas com o anúncio da retomada das aulas”, explica o presidente da associação, Antônio Dias. No perfil dos imóveis mais procurados estão aqueles com até dois quartos, localizados na região central ou nos arredores da universidade. “Os estudantes têm preferência por imóveis para locação, que tenham o valor do aluguel até R$ 1 mil.”