Faturamento da indústria cai 19% na Zona da Mata
O faturamento real da indústria caiu 19% na Zona da Mata, considerando o acumulado do ano até abril. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o emprego também apresentou recuo (-4,4%). Enquanto as horas trabalhadas permaneceram praticamente estáveis (0,1%), a massa salarial real apresentou alta (3,2%). A utilização da capacidade instalada caiu de 87,9%, em 2015, para 87,2% este ano, no período avaliado.
Os dados constam da Pesquisa Indicadores Industriais (Index), elaborada pela Fiemg em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Dentre os setores produtivos avaliados, a maior queda no faturamento foi verificada no têxtil (-14,7%), seguido por celulose e papel (-13,7%) e alimentos (-4,1%). A retração destes segmentos, na Zona da Mata, foi maior ante as médias verificadas no estado: -14,7%, 0,9% e – 3,2%, respectivamente.
Considerando a performance da indústria no mês de abril – sempre em relação à março – o faturamento permanece em queda, mesmo que em menor percentual (-5%), assim como as horas trabalhadas (-3,9%). Os indicadores de emprego (0,8%) e massa salarial real (4,5%) apresentaram resultado positivo.
Na avaliação da assessoria econômica da Fiemg, a redução no faturamento, na comparação mensal, é atribuída à queda nas vendas para o mercado doméstico. Já o recuo nas horas trabalhadas deve-se ao menor número de dias úteis no mês. A constatação é que apenas as variáveis ligadas ao mercado de trabalho registraram elevação em abril, sendo o terceiro mês consecutivo de acréscimo no indicador. No acumulado do ano, os indicadores “mostram um cenário negativo para a indústria da região, reflexo da complicada situação econômica e política do país”.










