Revisão de distritos industriais em debate


Por Tribuna

12/08/2015 às 07h00- Atualizada 12/08/2015 às 08h38

Parlamentares avaliam com Codemig papel dos distritos no interior (Willian Dias)

Parlamentares avaliam com Codemig papel dos distritos no interior (Willian Dias)

A Comissão de Turismo, Indústria, Comércio e Cooperativismo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) debateu ontem, em audiência pública, a reformulação dos 53 distritos industriais geridos pelo Governo de Minas, que estão sendo alvo de estudos e podem ter suas configurações revistas. Dez deles devem passar por mudanças, incluindo o de Juiz de Fora. Para a confecção do diagnóstico estão sendo realizados estudos como o mapeamento digital do terreno e a identificação de gargalos e potencialidades dessas áreas. De acordo com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Marco Antônio Castelo Branco, o levantamento permitirá ao Estado identificar as vocações estruturais de cada região. “Existe a mitologia de que basta um loteamento para atrair indústrias, o que não é verdade”, considerou.

O presidente da Codemig reforçou ainda que é possível a adoção de outras ações para garantir condições mínimas de competitividade às indústrias instaladas em Minas. Neste sentido, ponderou sobre o pensamento de que o Estado deve ser sempre o responsável pelo loteamento de um terreno para criação de um distrito industrial. “Em São Paulo, várias prefeituras estão fazendo distritos em parceria com a iniciativa privada. Então, é necessário que o empreendedor queira investir no distrito; não basta criar o loteamento.”

Segundo informações anteriores da Codemig, em Juiz de Fora, o estudo terá como base dados como especificidades da localização, PIB dos municípios, renda per capita e por setores (agricultura, indústria e serviços), população (urbana e rural), inserção no mercado internacional (exportações, importações e Investimento), estrutura logística e atividades industriais desenvolvidas. Inicialmente, a previsão para a conclusão dos trabalhos está prevista para novembro, enquanto o início da execução dos planos diretores dos distritos tem previsão para fevereiro do ano que vem.

A audiência pública foi pedida pelo deputado estadual João Alberto (PMDB) e debateu o papel dos distritos na interiorização do desenvolvimento, no fomento industrial e na geração de empregos.