Mercedes mantém 40 em licença
Cerca de 40 trabalhadores da Mercedes-Benz estão em licença remunerada em Juiz de Fora, enquanto aguarda-se a definição sobre a prorrogação – ou não – da garantia do emprego na planta local. Até o dia 30 de junho, os cerca de 750 funcionários da montadora contam com a segurança de não haver demissões. A intenção do Sindicato dos Metalúrgicos é estender o benefício por, pelo menos, mais um ano.
A nova rodada de negociações que trataria do acordo coletivo foi adiada e deve ser remarcada para a partir do dia 20. “A empresa sinalizou que a situação de Juiz de Fora é mais tranquila em relação a São Bernardo do Campo, sem a necessidade de demissões na cidade”, afirmou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, Fernando Rocha. A montadora não informou a nova data do encontro.
Sobre as licenças remuneradas, a medida tem sido adotada desde o retorno da última turma de layoff, em 2 de maio. O grupo de 42 trabalhadores compôs a quarta e última turma de suspensão temporária dos contratos de trabalho, iniciada em dezembro do ano passado. Na avaliação do diretor, o excedente estimado em 80 trabalhadores não existiria na prática, em função das transferências realizadas pela empresa e dos pedidos de demissão. A Mercedes não se posicionou sobre os assuntos abordados pela entidade sindical.
Mão de obra
Para o Sindicato dos Metalúrgicos, o projeto de concentrar a montagem e a pintura das cabinas de todas as linhas de caminhões da Mercedes em Juiz de Fora deve absorver, em sua totalidade, a mão de obra disponível na unidade local, apesar do alto nível de automação característico dos processos. Segundo Rocha, atualmente, está sendo promovida a adaptação da planta e dos processos para iniciar o trabalho propriamente dito, previsto para ter início em setembro, mês em que deve haver a transferência da fabricação do caminhão leve Accelo para a unidade paulista. A expectativa é que a linha da montagem do modelo Actros permaneça na cidade até 2018.










