Camarão limpo granel está 164% mais caro na Páscoa


Por Fabíola Costa

09/03/2013 às 06h00

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Os produtos mais consumidos na Páscoa chegaram às gôndolas até 164% mais caros este ano em Juiz de Fora. Este é o resultado de comparação feita pela Tribuna no preço médio de 107 itens entre frutos do mar, especiarias e chocolates. Dentre eles, 84% apresentaram alta. Só 17 produtos tiveram queda no custo. O resultado teve por base a análise entre os valores praticados nas primeiras pesquisas Disque Páscoa, da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA).

Dentre todos os produtos, o camarão limpo granel foi o que apresentou maior alta (ver quadro). O quilo do fruto do mar mais que dobrou (164%), passando de R$ 18,90 para R$ 49,90 de um ano para o outro. A cavalinha inteira ficou em segundo lugar no ranking geral. Neste caso, o quilo subiu de R$ 1,98 para R$ 4,99 (152%). O ramo de especiarias ocupou o terceiro lugar. O azeite de oliva apresentou aumento de 100%, de R$ 6,94 em 2012 para R$ 13,93.

Entre a vasta oferta de chocolates, mais de 76 produtos pesquisados, a alta não passou de 27%. Este foi o caso do preço médio do ovo nº 20 Serenata de Amor (400 gramas) passou de R$ 32,99 para R$ 41,99. No caso do Crunch nº 15 (240 gramas), o aumento chegou a 25%, passando de R$ 22,92 para R$ 28,67. O Diamante Negro nº 15 (215 gramas) subiu 21,9%, de R$ 22,90 para R$ 27,92.

Segundo o coordenador de pesquisas da SAA, Júlio Alvarenga, o cacau não apresentou variação de preços que justifique o aumento constatado nos ovos de Páscoa. Alvarenga ponderou, inclusive, que houve incremento da produção na África, região que está exportando a matéria-prima. O coordenador de pesquisas espera que os valores praticados ainda se acomodem, com a possibilidade de apresentarem queda até a Páscoa.

Conforme levantamento feito pela IPC Marketing, Minas Gerais é o terceiro maior mercado de chocolates do país, tendo potencial de consumo de R$ 24,55 por habitante, maior do que a média nacional, que é de R$ 22,64 per capita para 2013. O estado só perde para São Paulo e Rio Grande do Sul, na ordem. A expectativa, segundo o diretor Marcos Pazzini, é que o setor movimente o equivalente a R$ 4,4 bilhões com a venda de chocolates na Páscoa deste ano. Os mineiros, segundo ele, respondem por 11% desse total.

De olho nestes dados, a Associação Mineira de Supermercados (Amis) espera que a venda de ovos de chocolate aumente 6% ante o ano passado. A data é considerada a segunda melhor do ano para o ramo, considerando a comercialização também de outros produtos típicos, como peixes, azeites e vinhos. Para a Amis, a expectativa de bom resultado deve-se a fatores, como aumento no emprego e melhoria na renda do consumidor. "O setor está abastecido o suficiente para atender toda a demanda. Não há, portanto, risco de faltar estoque nos últimos dias. São muitas variedades, de diversos fornecedores à disposição do cliente", afirmou a entidade, por meio de sua assessoria.