Empresas captam R$ 25 milhões para condomínio de alimentação em JF


Por Tribuna

08/02/2013 às 07h00

O projeto de implantação de um condomínio de alimentação que reunirá pequenas e médias indústrias do setor em Juiz de Fora avançou e começou o ano com o pé direito. A proposta já conta com projeto arquitetônico, orçado em R$ 25 milhões, e está em fase de captação de crédito junto à Caixa Econômica Federal. Segundo a presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Juiz de Fora, Valéria Vieira Marcello Rezende, entre oito e dez empresas estão sendo analisadas no banco para liberação de financiamento. "Estamos buscando área que se adéque às nossas necessidades. Duas prefeituras de municípios da região nos procuraram com interesse em receber o empreendimento. A escolha vai depender das negociações. Hoje, um dos entraves é achar um bom terreno", divulga. Segundo ela, o setor agrega cerca de 200 indústrias, que, juntas, empregam dois mil funcionários.

Valéria revela que as empresas parceiras realizaram a primeira reunião de 2013 no último dia 14. "Nossa ideia é implantar um condomínio modelo para pequenas indústrias, mas com estrutura de uma grande empresa. A vantagem é que os parceiros terão acesso a infraestrutura com refeitório, sala de reuniões, laboratórios, recursos humanos, compras coletivas, mas com custos rateados entre todos", destaca.

O diretor da Itaúba Serviços Especiais, Guilherme Ventura, que presta consultoria ao investimento, informa que o financiamento pleiteado na Caixa vem atender à necessidade das empresas. "A linha de crédito possibilita financiar o terreno e a obra num prazo bastante elástico, de até 15 anos. O banco está fazendo a análise de capacidade das empresas em tomar crédito a longo prazo, e já temos uma incorporadora interessada em desenvolver a obra", diz. Ventura acredita em prazo de três a seis meses para esta fase de avaliação e de até um ano e meio para a construção do condomínio.

O arquiteto Hérmanes Abreu, idealizador do projeto arquitetônico, diz que a concepção e o estudo estão prontos. "Agora vamos adequar ao terreno. Buscamos uma área de pelo menos 60 mil metros quadrados, podendo chegar a cem mil metros quadrados, com boa topografia." Ele conta que o empreendimento foi projetado para abrigar 20 galpões padronizados de 750 metros quadrados e áreas comuns com refeitório, área administrativa, escritório e auditórios. "Haverá uma estrutura profissional que as pequenas indústrias não teriam condições de bancar. E ainda há a possibilidade de duplicar essa estrutura em cinco ou dez anos se houver necessidade."

O custo da construção, de acordo com Hérmanes, é de R$ 25 milhões, sem contar a aquisição do terreno. Ele diz que encontrar o local em Juiz de Fora é um desafio. "Olhei várias áreas, e está havendo uma variação de preços muito grande. A meu ver, o município está em fase de transição. Com o crescimento, os valores não estão bem dimensionados, e temos que trabalhar com o pé no chão", avalia.

De acordo com o coordenador de projetos da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (SPDE), André Zuchi, a Prefeitura já está fazendo articulações para conseguir a área e destaca que a Administração tem total interesse em ter o empreendimento no município. "Uma opção é obter um terreno junto à Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). A isenção de impostos como IPTU, ISS e ITBI para a construção do condomínio já está garantida", diz.