Estudo só sai em dezembro


Por BÁRBARA RIOLINO

06/09/2014 às 06h00

O estudo técnico que irá viabilizar o edital para a reestruturação do transporte coletivo de Juiz de Fora deve ser concluído em dezembro, conforme informou ontem à Tribuna o secretário de Transporte e Trânsito, Rodrigo Tortoriello. Em 27 de junho, o contrato com a Tecnotran – Engenheiros Consultores Ltda, empresa que elabora o documento, foi renovado por mais 180 dias. O processo, que teve início em outubro de 2013, após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) permitir a assinatura do contrato e o início das atividades, seria encerrado no final do mês passado. Segundo o titular da Settra, a data de lançamento para o processo licitatório foi mantida, e deve acontecer no primeiro semestre de 2015.

“O processo de pesquisa, que seria o mais demorado, já foi encerrado, bem como o diagnóstico das linhas – distribuição de horários de acordo com a demanda -, e as matrizes tanto de integração como a de origem e destino, que anteciparam a implantação do Bilhete Único. Os gargalos também já foram identificados”, explica Tortoriello, sem dar detalhes do que foi levantado. Ele pontua, ainda, que a rede de curto prazo, que estabelece a aplicação de mudanças em dois anos, também já foi concluída.

O secretário destaca que falta elaborar o plano de médio prazo, que equivale ao período de dois a cinco anos, e o de longo prazo, a partir de cinco anos. “Está em aberto o dimensionamento da quantidade de coletivos para cada linha e a análise financeira de todo o novo sistema. Após fecharmos todas estas etapas, iremos finalizar todo o projeto e estipular por quanto tempo as novas empresas irão prestar o serviço em Juiz de Fora.”

Para chegar à conclusão das etapas citadas por Tortoriello, equipes da Tecnotran realizaram um trabalho de campo junto aos usuários do transporte público na cidade, entrevistando passageiros durante viagens nas 262 linhas em operação no município. A pesquisa levantou as demandas necessárias para melhorar todo o sistema.

Quando os trabalhos começaram, em outubro e novembro de 2013, o diretor da empresa, André Barra, explicou que, entre as sugestões que contemplariam o plano de curto prazo, estaria a adoção de um novo conjunto de linhas para melhor atender à população a partir de baldeações, que diminuiria a quantidade de veículos no Centro. No que tange os planos de médio e longo prazo, Barra não descartou a implantação do sistema troncalizado, com terminais de integração em locais estratégicos, utilizando a bilhetagem única e terminais, permitindo pagamento fora dos ônibus, deixando o processo de embarque e desembarque mais rápido, mediante a elaboração de um estudo técnico e sem equívocos.

Falhas na rede de internet atrasam GPS

Falhas na rede de internet móvel em Juiz de Fora têm impedido a aplicação do sistema de monitoramento via satélite, o GPS, nos coletivos em operação na cidade, atrasando ainda mais a implantação do aplicativo Cittabus, destinado ao usuário do transporte coletivo. O sistema estava previsto inicialmente para junho. Há três semanas, a Settra enfrenta problemas junto a operadora que disponibiliza os chipes à empresa responsável pela instalação dos equipamentos nos ônibus. A pasta aguarda pela finalização dos ajustes para otimizar o envio dos dados coletados pelos aparelhos ao aplicativo.

“Não podemos lançar o aplicativo sem termos confiabilidade no seu funcionamento”, explica o titular da Settra, Rodrigo Tortoriello. Os testes devem acontecer até o final deste mês e, caso o serviço não apresente melhoria, há possibilidade de contratar uma nova operadora. O recurso será disponibilizado em três plataformas distintas: computadores, smartphones e painéis eletrônicos, que serão instalados, inicialmente, nos pontos das avenidas Rio Branco e Getúlio Vargas.

Por meio destes dispositivos, a Settra terá maior controle dos coletivos, que permitirá o conhecimento, em tempo real, de onde eles estão. A expectativa é que o uso da tecnologia resulte na otimização do sistema e na redução de problemas relatados por usuários, como itinerários não cumpridos e atrasos de motoristas em pontos finais. O uso do GPS faz parte da implantação do Sistema Inteligente de Transporte (ITS, na sigla em inglês).