Paralisação afeta rotina de empresas


Por Tribuna

06/03/2013 às 07h00

A greve de motoristas e cobradores afetou muitos outros profissionais que, diante da oferta reduzida de ônibus, não conseguiram cumprir um dia normal de trabalho. Segundo o Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), cerca de 15% dos colaboradores do setor de atacado, varejo e serviços chegaram atrasados aos postos de trabalho ontem. Contabilizamos poucas ausências, mas com os atrasos, as lojas não conseguiram manter a rotina, afirma o presidente da entidade, Emerson Beloti.

Na padaria Maxi Pão, a alternativa para não prejudicar o atendimento foi viabilizar condução para cerca de 70 funcionários que atuam no estabelecimento. Disponibilizamos uma van, que percorreu quatro regiões da cidade, buscamos alguns colaboradores com carros da empresa e pagamos táxi para outros, conta o gerente Rafael Zaidan da Mota. A empresa arcou com os custos porque entendemos que o funcionário não deve ser penalizado por esta situação.

Na rede Bahamas foi preciso medida emergencial. As lojas centrais foram prejudicadas com a falta de colaboradores. Diante da ausência, disponibilizamos os carros para buscar o pessoal, conta o gerente de marketing, Nelson Júnior. A situação só não foi pior porque o fluxo de consumidores diminuiu, já que muitos também dependem do transporte público.

Segundo o chefe do setor de relações do trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Sérgio Nagasawa, não há lei que ampare o trabalhador diante da falta do transporte público. O funcionário deve cumprir o contrato normalmente, mas cabe bom senso ao patrão em momentos como estes.

O chefe do departamento de atendimento da Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JF), Oscar Furtado, explica que os usuários de transporte público que perderam algum compromisso por conta da greve não podem formalizar queixa enquanto consumidores. Ele não pagaram pelo serviço e sofreram danos. Na verdade, eles nem utilizaram, explica.