JF pode ter ponto de venda de produtos


Por Tribuna

05/08/2015 às 07h00

Lambertucci destaca importância do setor no atual contexto de retração econômica (MARCELO RIBEIRO/04-08-15)

Lambertucci destaca importância do setor no atual contexto de retração econômica (MARCELO RIBEIRO/04-08-15)

Criar um ponto fixo para comercializar os produtos da economia popular e solidária em Juiz de Fora foi uma das principais pautas do seminário sobre o tema realizado ontem. O evento, promovido pela regional da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), reuniu cerca de 50 participantes e contou com a presença do subsecretário de Estado de Trabalho e Emprego, Antônio Roberto Lambertucci.

Lambertucci destacou a relevância do seminário, ao reunir os principais agentes de economia solidária da Zona da Mata, e a importância de constituir grupos que possam produzir e comercializar seus produtos, gerando renda. “Em um contexto de retração de postos de trabalho, a economia solidária passa a ser ainda mais importante como alternativa para as pessoas que não conseguem inserção no mercado formal.” Na sua opinião, o setor está organizado e tem se aperfeiçoado.

Para o subsecretário, a retração nos postos está vinculada à crise internacional, que comprometeu a economia mineira, dependente dos setores de minério de ferro e agronegócio. Na sua avaliação, o impacto no mercado de trabalho dos municípios não é uniforme, dependendo do dinamismo local. A expectativa dele, no entanto, é que a crise seja “rapidamente passageira”. “Com economia pujante ou retraída, desenvolver grupos de geração de renda por cooperativismo, associativismo ou empreendedorismo individual é sempre positivo, por garantir mais autonomia à pessoa que produz.”

Conforme a diretora regional da Sedese, Anete Negreiros, a maior dificuldade e a principal demanda destes empreendedores é um local para comercialização dos produtos. A idéia é que o ponto de venda entre em operação ainda este ano, na antiga sede do antigo Psiu, no Calçadão da Rua Halfeld. “Estamos trabalhando para isso.” A sugestão foi apresentada ao subsecretário, que considerou a iniciativa promissora. Segundo Anete, há 48 empreendimentos enquadrados neste perfil na cidade, produzindo artesanato e produtos alimentícios por meio da agricultura familiar.