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Golpe do Free Flow usa sites falsos para cobrar pedágios; veja como se proteger

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A expansão do Free Flow, sistema de pedágio eletrônico sem cancelas, também abriu espaço para um novo tipo de fraude. Criminosos têm criado páginas falsas de pagamento e enviado cobranças para tentar obter dados pessoais ou fazer com que motoristas paguem tarifas inexistentes.

Desde o início de 2026, mais de 480 sites falsos que simulam páginas de pagamento de pedágio foram identificados pela empresa de segurança cibernética Kaspersky. O chamado golpe do Free Flow explora principalmente a falta de familiaridade dos motoristas com a cobrança, que é realizada sem a existência das tradicionais praças de pedágio.

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No Free Flow, pórticos instalados nas rodovias identificam os veículos por meio da leitura das placas ou de tags eletrônicas. Por isso, o motorista não precisa parar para realizar o pagamento no momento da passagem.

Como funciona o golpe do Free Flow?

As páginas fraudulentas simulam canais de pagamento do pedágio eletrônico. A partir delas, criminosos podem tentar obter informações pessoais do motorista ou induzi-lo a realizar pagamentos indevidos.

O risco aumenta quando o usuário procura na internet um endereço para verificar possíveis débitos ou recebe mensagens inesperadas, inclusive com links para pagamento ou solicitação de Pix.

Motoristas que utilizam tags têm a tarifa direcionada automaticamente para a conta vinculada à operadora, reduzindo a necessidade de procurar posteriormente um site para consultar ou quitar a cobrança.

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Para Fernanda Lavorenti, superintendente Jurídica e de Controles Operacionais da Veloe, a automatização também pode diminuir a exposição a páginas fraudulentas.

“A tag simplifica não apenas o pagamento, mas também a jornada de segurança do motorista. Ao passar pelo pórtico, a transação é registrada e direcionada automaticamente para a conta do cliente, reduzindo a necessidade de acessar links ou canais desconhecidos para regularizar uma cobrança. É uma forma de transformar tecnologia em conveniência e, ao mesmo tempo, reduzir a exposição do consumidor a tentativas de golpe”, afirma.

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Como evitar cair em golpes?

Uma das principais recomendações é evitar acessar links desconhecidos ou realizar pagamentos a partir de mensagens inesperadas. Antes de quitar uma cobrança do Free Flow, o motorista deve confirmar se o débito realmente existe por meio dos canais oficiais.

Desde o final de agosto, a CNH Digital passou a disponibilizar informações relacionadas aos pedágios Free Flow. Pelo sistema, é possível conferir dados como a data da passagem, a concessionária responsável pelo trecho e a situação da tarifa.

A ferramenta permite ao motorista verificar se determinada cobrança corresponde efetivamente a uma passagem registrada, reduzindo a dependência de mensagens ou páginas encontradas por meio de buscas na internet.

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Quem utiliza tag eletrônica também pode acompanhar as cobranças diretamente pela conta vinculada à operadora, sem precisar acessar links recebidos por outros meios.

Free Flow deve continuar avançando nas rodovias

O número de pórticos instalados nas rodovias brasileiras deve continuar crescendo. Segundo estimativa da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), a quantidade de estruturas do Free Flow no país pode dobrar até o fim de 2027.

Atualmente, existem 93 pórticos em operação. Desde que o sistema começou a ser implantado, em 2023, eles já registraram aproximadamente 200 milhões de passagens, conforme dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

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Com a ampliação do modelo de cobrança, motoristas também precisam redobrar a atenção para diferenciar débitos legítimos de tentativas de fraude.

Texto com informações do Estadão Conteúdo, reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

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