Os clientes da Caixa Econômica agora contam com a possibilidade de parcelar pagamentos feitos via Pix. O recurso está disponível para as transações feitas diretamente no App Caixa. Outros bancos e instituições financeiras que atuam no Brasil, como Banco do Brasil e Nubank, já ofereciam a funcionalidade.
Segundo o Banco Central, o parcelamento de uma transação Pix para o comprador permite que o vendedor receba o valor total imediatamente. O recurso estimula o uso do Pix no varejo para a aquisição de bens e serviços de valor mais elevado e gera alternativas mais competitivas no mercado.
A Caixa já disponibilizava ferramentas como Agendamento Pix, Pix Automático e Pix por Aproximação via Google Pay. Agora, o novo tipo de transação está disponível para aqueles que têm crédito contratado e limite disponível. Os valores para contratação variam entre R$300 e R$50 mil, com prazo de pagamento de até 12 meses e taxas de juros.
De acordo com a Caixa, antes de confirmar a transação o cliente pode checar as informações sobre taxa de juros, valor das parcelas, Custo Efetivo Total (CET) e IOF. Assim, é possível comparar e avaliar o impacto da operação em seu orçamento.
Os clientes sem esta opção habilitada devem manter os dados cadastrais atualizados e utilizar regularmente os produtos e serviços do banco. Ao ampliar o relacionamento com a Caixa, a funcionalidade pode ser destravada em avaliações futuras, conforme critérios de crédito e análise de risco.
“O Parcelar Pix amplia o acesso a soluções financeiras digitais integradas, combinando conveniência, transparência e uso consciente do crédito. Na prática, o recebedor terá acesso ao valor integral da operação de forma instantânea, enquanto o pagador pode parcelar o desembolso de acordo com sua capacidade financeira”, afirma a Caixa.
Maior acesso e endividamento
Em agosto, durante evento de tecnologia e inovação do setor financeiro, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou que o Pix acelerou o processo de inclusão financeira e bancária, principalmente entre as pessoas de baixa renda. No entanto, pontuou que o maior acesso a crédito também aumentou o endividamento da população brasileira — que chegou a 49,8% da renda acumulada em 12 meses em março de 2026, segundo o BC.

