Celebrando 27 anos de carreira, Falamansa se apresenta em Juiz de Fora neste sábado
Em entrevista à Tribuna, Tato comenta a permanência da identidade do grupo, o diálogo com novas gerações e o carinho pela cidade

Dono de sucessos que atravessaram gerações, como “Rindo à toa”, “Xote dos milagres” e “Oh! chuva”, Falamansa construiu uma trajetória marcada pela leveza, celebração da cultura brasileira e por um forró que segue criando identificação imediata com o público. Desde o fim dos anos 1990, a banda transformou xote, festa e poesia do cotidiano em canções que permanecem vivas tanto na memória de quem acompanhou o grupo desde o início quanto entre os mais jovens que descobrem agora o gênero.
Ao longo de 27 anos de carreira, o grupo liderado por Tato manteve a própria essência em um mercado musical em constante transformação. Entre clássicos que ajudaram a popularizar o forró universitário e projetos mais recentes, Falamansa segue apostando em uma sonoridade guiada por mensagens positivas, clima festivo e forte ligação com a brasilidade.
Neste sábado (18), a banda se apresenta em Juiz de Fora no São João de Fora, às 18h, no Terrazzo. Em entrevista à Tribuna, Tato fala sobre a permanência da identidade do grupo, o poder da música como forma de cura e alegria e o carinho que o Falamansa mantém pela cidade em mais um reencontro com o público juiz-forano.
Tribuna: O Falamansa atravessa gerações e continua fazendo sentido num mercado musical que muda o tempo todo. Na sua visão, o que existe nas músicas de vocês que ainda cria identificação tão imediata, tanto em quem cresceu ouvindo a banda quanto em quem está descobrindo o forró agora?
Tato: Acredito que o que nos mantém presentes no mercado até hoje é exatamente não ter mudado ou se moldado para satisfazer o mercado. Esse propósito de se manter fiel ao nosso estilo e as nossas mensagens intensificou a nossa identidade, baseada em mensagens positivas e cultura brasileira – duas coisas que não saem de moda.
Muita gente associa o Falamansa à alegria e à leveza. Em um tempo tão acelerado e pesado, você sente que cantar sobre isso também virou uma forma de resistência?
Sem dúvida nenhuma… costumo dizer que, para cada música sofrência, eu criarei uma música de cura. Acredito muito no poder da canção e isso é o que me move. A Falamansa é uma banda para divertir e para curar.
Com a banda chegando a 27 anos e ainda lançando projetos como o Universos e a inédita “Vamos simbora”, o que faz vocês continuarem criando sem cair na repetição, mesmo já tendo uma identidade tão consolidada?
Nós temos uma preocupação muito grande em manter a nossa identidade, mas também entendemos que a linguagem muda. É como se fizéssemos sempre a mesma música, porém traduzida para as novas gerações. Queremos que o nosso proposito perpetue. Só agora, com 27 anos de carreira, nos sentimos mais seguros para ousar um pouquinho, sem perder a essência e sem parecer que mudamos a nossa rota.
Em 27 anos de carreira, vocês já experimentaram muita coisa. O que ainda desperta curiosidade artística no Falamansa? E, olhando para essa trajetória, o que mais surpreendeu vocês – seja por ter dado muito certo ou por mostrar um caminho que não valia a pena seguir?
Estamos sempre nos despertando para novos horizontes e sempre aprendendo com as novas gerações. Nesse momento da carreira, estamos nos divertindo muito em misturar nossa musicalidade com a de outros artistas, de outros gêneros musicais. Isso mostra como o forró é universal. Mas esse é só um processo, um momento, que deve culminar em algo mais acústico mais pa ra frente, para voltar as origens. Mas nada da nossa trajetória penso como algo a ser apagado. Tudo é parte desse processo. Amo cada uma de nossas fases e entendo que formaram o que a gente é hoje.
Vocês chegam a Juiz de Fora trazendo esse clima de São João fora de época. O que essa atmosfera representa para a banda e o que o público pode esperar dessa apresentação?
Gratidão, retribuição e comemoração. Temos um carinho muito grande por Juiz de Fora pois faz parte de grandes momentos da história da banda. E quando a gente volta, a vontade que dá é subir no palco e retribuir o carinho que a cidade sempre teve conosco. Momentos eternizados na memória que a gente quer agradecer… cantando! Espero ser sempre merecedor de tantas alegrias que Juiz de Fora já nos proporcionou!
Serviço
Festa São João de Fora com shows de João Gomes, Falamansa e Leonardo de Freitas & Fabiano
- Neste sábado (18), às 18h
- No Terrazzo (Avenida Deusdedith Salgado, 5050 – Salvaterra)
- Classificação: 18 anos
- Ingressos no Uniticket
*Estagiária sob supervisão da editora Cecília Itaborahy
Tópicos: Falamansa / São João de Fora









