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Samba nas Alturas chega à 17ª edição em Juiz de Fora

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Celebrando 15 anos, Grupo Alquimia lança nova música nesta sexta-feira (Foto: Divulgação)

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Mateus Marchiote acredita que o cenário do pagode na cidade está em expansão (Foto: Divulgação)
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“Samba que eu te levo pras alturas, samba que você vai se amarrar!” O verso, que virou o slogan do evento, sintetiza a proposta do “Samba nas Alturas”, projeto que chega à sua 17ª edição neste sábado (12), em Juiz de Fora. A partir das 15h, o Univértix (Rua Pedro Celeste, 701 – Bairro Cruzeiro do Sul) será tomado pelo som do samba e do pagode, com shows do Grupo Alquimia, anfitrião do evento, convidados especiais e o cantor Rodriguinho.

Criado em meio à pandemia, o projeto nasceu como um “sonho coletivo” e, segundo o vocalista do Alquimia, Mateus Marchiote, já é “uma realidade consolidada”. “Lá no início do projeto, imaginávamos que seria um sucesso, mas hoje é ainda maior do que esperávamos”, conta. A proposta era oferecer um evento que começasse no início da tarde e seguisse até perto da meia-noite, mirando um público mais maduro e em busca de experiências diferenciadas. “O samba foi o primeiro gênero que veio à mente, e logo pensamos em algo intimista: um palco próximo ao público e uma vibe incrível”, lembra Zezinho Neto, um dos produtores.

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O formato com um palco 360°, que permite a interação entre artistas e público, é uma das marcas registradas do evento. “É um show com muita liberdade criativa dentro do repertório e uma conexão com o público e com o visual que traz uma energia realmente diferenciada”, explica. “É uma conexão entre o ser, o céu e o samba.”

Cena do samba e pagode local em expansão

Ao longo das edições, o evento recebeu grandes nomes do pagode e do samba como Marvila, Bruno Diegues e o grupo Vou Zuar. Para Mateus, estar ao lado de artistas que sempre foram referência é motivo de realização pessoal. “Muitos deles sempre foram nossas referências no pagode 1990 e 2000. E outros são referências atuais.”

Zezinho destaca que o evento também funciona como vitrine para talentos locais. “O impacto vai além da diversão: é uma oportunidade para dar espaço a artistas da cidade e de municípios vizinhos, além de parcerias com músicos e artistas plásticos”, diz. “A cada edição conseguimos reunir grandes nomes nacionais e amigos do cenário regional, fortalecendo a marca do evento e de todos que participam.”

Com quase três décadas dedicadas ao samba em Juiz de Fora, Mateus enxerga o momento atual como o melhor já vivido pela cena local. “Temos hoje muitos grupos trabalhando, com agenda sempre cheia e conseguindo abrir espaço nas cidades da região. Hoje não tenho dúvida que nossa cidade é referência de qualidade e profissionalismo dentro do gênero.”

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Com a 18ª edição já confirmada, o grupo prepara novidades para o futuro do projeto. “O próximo será a comemoração de dois anos do evento e, a partir dela, teremos muitas inovações, modernização num modo geral e estamos planejando gravar ainda esse ano um audiovisual do evento com um show super especial”, antecipa Mateus.

Para Zezinho, o sucesso do Samba nas Alturas reflete o poder democrático do pagode. “O gênero une pessoas de diferentes idades e culturas. Onde há uma roda de samba ou um palco de pagode, há felicidade no ar.”

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*Estagiária sob supervisão da editora Gracielle Nocelli

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