Um dos exemplos é apresentado por Pedro Paiva, que mostra marchinhas que vêm desde a década de 1940 até mais recentes, gravadas em 2014. Ele também pretende usar o disco “Polêmica”, que reúne músicas de Noel Rosa e Wilson Baptista da década de 1930.
A pluralidade é grande. O Bloco do Bartô deve dançar ao som de Martinho da Vila, Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Ilê Ayê, Joge Ben e de sambas-enredo (“não vai ter como fugir da minha escola”, afirma Pedro).
A ideia é abusar da memória afetiva das pessoas. “Aquele samba que você conhece, você sabe cantar a letra, mas você nem sabe quem é o compositor”. Tudo isso, eles levam para o Café Muzik daqui a uma semana, no dia 13/2, onde vai rolar um esquenta do bloco a partir das 21h.
Nas palavras do DJ Pedro Paiva, “o carnaval tem uma linguagem própria, uma coisa de entrega”. Já a discotecagem tem também sua dinâmica, com mixagem e cortes que permitem tocar as pessoas por diferentes caminhos. “É uma proposta musical que se a pessoa se deixar levar, ela vai dançar, ela vai se entregar.”

