Juiz-forano participa de documentário sobre os 50 anos do Iron Maiden

Colecionador e jornalista Eduardo Dutra Maia está no filme ‘Burning Ambition’, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira


Por Beatriz Bath*

05/05/2026 às 07h00

iron maiden documentário
Eduardo e equipe de produtores nas gravações do documentário (Foto: Arquivo pessoal)

“Naquele momento, parece que eu fui ungido pelo Iron Maiden.” É assim que Eduardo Dutra Maia define sua primeira experiência com a banda inglesa, ao ouvir o disco “The Number of the Beast”, de 1982. Desde então, o colecionador e jornalista já esteve em mais de 40 shows ao redor do mundo, acompanhando o Iron Maiden. Por conta disso, o juiz-forano foi convidado para participar do documentário “Burning Ambition”, que celebra os 50 anos da banda e estreia nos cinemas nesta quinta-feira (7). Ele também recebeu um convite para participar da pré-estreia do documentário, que será realizada nesta terça-feira (5), em Londres.

iron maiden documentário
Eduardo leva sua paixão pela banda pelo mundo; na foto, estava em Zurique para ver o Iron Maiden (Foto: Arquivo pessoal)

“A banda consegue uma façanha de ter os fãs de diversas gerações, de 70 a 14 anos, como foi o meu caso. Eles são a banda que mais conseguiu se reinventar”, explica Eduardo. Ao acompanhar a banda de heavy metal durante décadas, ele acumulou uma enorme expertise acerca do mundo do rock, transformando-se em um colecionador assíduo de diversas bandas e artistas, o que o levou a se tornar um influenciador digital do assunto.

O colecionador conta que foi com muita honra que recebeu o convite para participar do documentário, que se propõe a abordar o impacto da banda ao redor do mundo. “Foi muito honroso e emocionante para mim”, conta. Eduardo recebeu o convite devido a um vídeo produzido sobre sua história com o Iron Maiden em seu canal no Youtube, Papo Furado, que chamou a atenção da produção do filme.

As gravações foram realizadas em 2024, em Buenos Aires, reunindo todos os fãs convocados pela produção na América Latina, após um contato inicial on-line. Eduardo afirma que a experiência foi muito gratificante, porque pôde representar o Brasil e Juiz de Fora. Ele é um dos poucos que não fala em inglês no filme, com sua entrevista aparecendo no original: “Minha voz vai em português para o mundo inteiro”.

‘O maior fenômeno musical do mundo’

“O Iron Maiden impacta a música há 50 anos. Eu reputo o Iron Maiden sendo o maior fenômeno musical do mundo, porque tem uma carreira ininterrupta. Não possuem nenhum momento em sua discografia que foi um fracasso.”

De certa forma, Eduardo, que começou a ter contato com a banda na década de 1980, indo ao show do Iron Maiden de 1985 no Rock in Rio, também cresceu e se reinventou com a banda. Ele já seguiu o grupo e seu mascote icônico, Eddie the Head, em mais de quarenta shows pelo mundo, levando sua esposa e filho juntos.

RIR 1985 - ARQUIVO PESSOALEDUARDO-E-BRUNO-RIR-2022---ARQUIVO-PESSOAL
<
>
'Com meu filho Bruno, no Rock in Rio de 2022, para assistir ao Iron Maiden, momento marcante, porque pude ver novamente, dessa vez com meu filho' (Foto: Arquivo pessoal)

“É até meio polêmico, mas eu concordo: uma vez, em uma entrevista, o ilustrador Derek Riggs, criador do Eddie, afirmou que ele é tão famoso quanto o Mickey Mouse. Em qualquer lugar do mundo, você encontra alguém com uma camiseta da banda”, relata Eduardo.

E sempre que vai a um concerto, Eduardo faz questão de representar Juiz de Fora, contando que é de uma cidade do interior do Brasil por onde passa. Por isso, participar no documentário foi, como ele reitera, uma honra.

Mesmo participando de “Burning Ambition”, o jornalista explica que não teve nenhum tipo de acesso privilegiado ao filme na pós-produção – e nem quer. Ele deseja se emocionar e se surpreender no cinema, junto ao público.

‘A experiência valeu’

A relação de Eduardo Dutra com o rock começou em 1983, ao assistir ao show do grupo Kiss no Brasil, por uma transmissão pela televisão dos melhores momentos. Com apenas 12 anos, ele iniciou sua trajetória como colecionador e conhecedor do mundo do rock.

Atualmente, ele compartilha a sua experiência por meio de seu canal no Youtube, no qual conta vivências em shows, realiza análise de álbuns e outros. “Para um jornalista até desconhecido, que sempre trabalhou por trás das câmeras, estou muito orgulhoso com o número de inscritos. As visualizações são orgânicas e, pelas métricas, sei que as pessoas que assistem a um vídeo meu vão até o final”, conta.

Também jornalista, ele explica que ganhou gosto pela coisa, mesmo tendo passado grande parte de sua carreira atrás das câmeras. Eduardo divide as informações, geralmente tratando de assuntos frios – ou seja, não factuais. Porém, quando algo novo surge, sua veia jornalística aparece: “Eu fico de plantão”.

*Estagiária sob a supervisão da editora Cecília Itaborahy