Homem é acusado de aplicar golpe envolvendo excursão para evento em BH

Cerca de 50 pessoas teriam sido lesadas. Vítimas teriam comprado pacote de viagem para a capital mas, no dia da viagem, o ônibus não apareceu


Por Tribuna

25/05/2022 às 17h23

Um homem foi acusado de estelionato envolvendo uma excursão para evento em Belo Horizonte, que aconteceu no último sábado (21). Ao menos quatro pessoas registraram boletim de ocorrência junto à Polícia Militar e relataram a contratação de um ônibus para a região metropolitana da capital a R$ 150 por passageiro, mas o carro não apareceu no horário e local combinados. Pelo menos 50 pessoas teriam sido lesadas no golpe, que passou a ser investigado pela Polícia Civil.

Algumas das vítimas do suposto estelionatário contrataram a excursão ainda em 2020, data em que originalmente estava marcado o evento, que foi adiado para o último sábado em virtude da pandemia. O rapaz teria cobrado o pagamento imediato de R$ 75 no momento da contratação, enquanto a parcela remanescente seria paga na véspera da viagem.

Segundo os relatos colhidos pela Tribuna, o organizador conversava normalmente com os contratantes até a noite de sexta-feira (20). “Ele ainda estava dando instruções para a gente, falando a respeito de casaco, porque ia estar frio, e falando sobre o horário de embarque”, conta a auxiliar em saúde bucal Marina Bergo, uma das vítimas. A partir da manhã seguinte, entretanto, o homem teria parado de responder.

No caso de Marina, ela afirma já conhecer o organizador da excursão previamente, o que deu mais confiança para que contratasse a viagem ainda em 2020. Quando o evento foi adiado, ela optou por manter o combinado para quando houvesse nova data. Segundo Marina, uma parte do pagamento foi feita por transferência e outra parte do dinheiro foi entregue pessoalmente. “Eu, inclusive, chamei outras pessoas para a excursão. Teoricamente, ainda tinha lugar no ônibus, conforme ele mostrava o mapa de lugares no ônibus”, relata.

No local combinado para embarque, Marina afirma que havia cerca de 40 pessoas aguardando pelo ônibus. No grupo criado pelo suposto estelionatário em um aplicativo de mensagens contendo os contratantes, estão 55 pessoas, também de acordo com a vítima.

Passado o horário acordado, o grupo contatou a empresa que forneceria o veículo que os levaria a Belo Horizonte, foi quando as vítimas foram informadas que não havia ônibus contratado pelo organizador. “Eu liguei para a empresa e falaram que não havia reserva no nome dele (organizador). O mundo caiu, porque mostraram que a gente tinha caído no golpe”, diz a recepcionista Cleyssi Silva, outra contratante da excursão.

Como estavam com o ingresso em mãos, algumas das vítimas contrataram outro ônibus de última hora para chegar até o evento. Cleyssi foi uma das que fez o trajeto por conta própria, mas ela teve outra surpresa ao chegar ao local do show: o ingresso comprado por ela junto ao organizador da excursão não era válido. “Na porta do evento, o QR code do ingresso não levava a nada. Um dos organizadores do evento veio até mim e disse que o ingresso havia sido contestado, como se eu não tivesse feito o pagamento.” Ela, então, comprou uma nova entrada.

A Tribuna tentou entrar em contato com o suposto golpista pelos números informados pelas vítimas, mas nenhuma das tentativas foi respondida pelo rapaz.

PM registra quatro ocorrências

Em contato com a Tribuna, a Polícia Militar informou ter registrado quatro ocorrências do suposto golpe, todas registradas entre segunda e terça-feira (24). Os denunciantes relataram a mesma dinâmica, tendo feito contato com o organizador da excursão pela internet e feito o pagamento via boleto ou pix. As vítimas também citaram o mesmo nome como sendo o do suposto golpista, além de relatar o valor gasto de R$ 150. A PM lembrou que, para que haja investigação, as pessoas que se sentiram lesadas devem representar contra o rapaz na Polícia Civil.
Por nota, a Polícia Civil informou que os casos foram encaminhados para a 7ª Delegacia para serem apurados. Como se trata de investigação de crime de estelionato, é necessário que as vítimas busquem a delegacia, para que o crime seja investigado.