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Falta de água no PAM-Marechal ainda impacta atendimentos

Exames de rim no PAM Marechal
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Na última quinta-feira (14), o PAM-Marechal suspendeu os atendimentos de rotina para o restante daquela semana. Na ocasião, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) afirmou que a suspensão ocorreu devido a “problemas técnicos”, sem especificar quais eram os impeditivos da operação. Nesta terça-feira (19), no entanto, a reportagem da Tribuna recebeu denúncias de servidores sobre um problema de falta de água no prédio que tem prejudicado os funcionários e pacientes que frequentam o local. Mesmo após o prazo definido pelo Executivo municipal, ao menos o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) permanece sem operar.

A manutenção da suspensão do atendimento no CEO Centro foi revelada pela Tribuna por meio de denúncia. Conforme o relato, duas bombas queimaram e tornaram alguns serviços do local inviáveis. Além de prejudicar funcionários e pacientes com a impossibilidade de utilizar os banheiros dos andares superiores e de se hidratar, há setores que precisam de água para os próprios atendimentos.

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Apenas no CEO Centro atuam mais de 30 profissionais em regime de escala. Na última quarta-feira (13), o Sindicato dos Servidores Públicos de Juiz de Fora (Sinserpu) esteve no local e constatou inundações decorrentes de vazamentos de água no prédio e problemas nos elevadores. De acordo com comunicado da entidade sindical, o sindicato “orientou os trabalhadores do Centro de Odontologia a encerrarem as atividades, uma vez que não havia condições mínimas para o exercício da função”.

O Sinserpu afirma que os servidores que ainda estão atuando no local reclamam do problema estrutural, mas, ainda conforme o sindicato, a PJF não deu retorno sobre as recentes reclamações. “No terceiro andar, os trabalhadores ainda estão lá e estão reclamando. Eu já entrei em contato com a Prefeitura, mas ainda não tive retorno. É um absurdo o pessoal ficar sem banheiro e sem água”, afirma o presidente do Sinserpu, Francisco Carlos da Silva. Segundo um denunciante, funcionários que permanecem trabalhando na unidade estão utilizando banheiros de estabelecimentos comerciais no entorno do PAM-Marechal.

Médicos atendem normalmente, diz PJF

Em contato via assessoria, a Secretaria de Saúde (SS) da PJF afirmou que a unidade passa “por uma manutenção na bomba elétrica” que gera o problema de abastecimento. A pasta afirmou que “está fazendo esforços para manter os atendimentos dos serviços e consultas no Departamento de Clínicas Especializadas. Os médicos estão atendendo normalmente e os elevadores estão em pleno funcionamento”.

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A secretaria ainda disse que os banheiros da galeria estão disponibilizados para servidores e para o público. A expectativa da pasta é que a situação seja normalizada até quarta-feira (20). Por outro lado, a Secretaria de Saúde não informou quais serviços estão funcionando e quais estão impedidos de operar por conta do problema.

Problemas antigos

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Os problemas estruturais no PAM-Marechal são motivo de preocupação desde o início da década passada. Em matéria da Tribuna de 2013, foram denunciadas irregularidades alarmantes, como a falta de alvará de Vigilância Sanitária e de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Na época, a reportagem constatou que havia ainda fiações expostas, pedaços de paredes caindo por causa de infiltrações e falta de acesso a equipamentos que devem ser usados em caso de incêndio. Antes, um processo instaurado no Ministério Público em maio de 2010 já levantava precariedades no imóvel.

Em 2019, a Câmara Municipal sinalizou R$ 1 milhão do orçamento do ano seguinte a obras de manutenção e reforma do prédio. Na ocasião, os parlamentares destacaram a necessidade de atualização e adequação da estrutura do imóvel, que recebe cerca de 1,5 mil pessoas diariamente. Meses depois, em janeiro de 2020, a PJF afirmou ter pronto o termo de referência para a reforma da unidade, documento que deveria ser apreciado pela Justiça para dar início às obras.

Mais recentemente, no último mês de junho, a Câmara recebeu debate sobre a utilização da parcela do acordo entre a mineradora Vale e o Governo de Minas Gerais, pelo desastre de Brumadinho, que será destinada a Juiz de Fora. Durante a discussão, a secretária de Saúde da PJF, Ana Pimentel, voltou a lembrar da necessidade de reforma no PAM-Marechal.

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