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Casas são desocupadas no Monte Castelo

Quatro famílias foram retiradas nesta sexta-feira das casas que invadiram no Loteamento Parque das Águas, no Bairro Monte Castelo, na Zona Norte. Acionada pela construtora responsável pelo empreendimento, a 1ª Vara Cívil determinou a reintegração de posse. A operação, que teve apoio da Polícia Militar, Guarda Municipal e Secretaria de Assistência Social (SAS), ocorreu de […]

Por Tribuna

17/08/2012 às 21h22

Quatro famílias foram retiradas nesta sexta-feira das casas que invadiram no Loteamento Parque das Águas, no Bairro Monte Castelo, na Zona Norte. Acionada pela construtora responsável pelo empreendimento, a 1ª Vara Cívil determinou a reintegração de posse. A operação, que teve apoio da Polícia Militar, Guarda Municipal e Secretaria de Assistência Social (SAS), ocorreu de forma pacífica e durou cerca de quatro horas. Apenas uma família permaneceu no local, já que, conforme a assessoria jurídica da empresa, teria entrado com processo contra a Caixa Econômica Federal. Neste caso, a construtora optou por fazer uma análise mais cautelosa.

O Parque das Águas faz parte do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo federal, sendo formado por 565 unidades. Destas, 15 foram invadidas no dia 27 de julho. Desde então, equipes da Prefeitura e policiais militares trabalham na retirada das famílias. Nesta sexta-feira (17) as que ainda estavam no loteamento começaram sair às 14h. O último grupo, formado por dois adultos e cinco crianças, foi embora às 18h.

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Rosimaire da Silva e três filhos, com idades entre 2 e 9 anos, ocupavam uma unidade habitacional na Rua F. Ela informou que a família já é cadastrada no programa habitacional, mas ainda não foi beneficiada. A cozinheira conta que morava de aluguel, mas perdeu o emprego. "Eu quero regularizar minha situação. Estou esperando ganhar há dois anos, mas não saiu minha casa. Se pudesse ficar aqui, seria maravilhoso." Em uma residência da Rua C estavam uma mulher grávida, junto com a filha, 16, também gestante, e a neta, 2. "Para o abrigo eu não vou. E também não tenho para onde ir. Meu marido me deixou há três meses", contou a desempregada Rosiane de Souza Lima.

Logo depois da invasão, a SAS informou que nove famílias voltaram para suas residências de origem e cinco aceitaram ser encaminhadas a abrigos municipais. O subsecretário de Vigilância Social da SAS, Thiago Horta, salienta que mesmo desocupados, os imóveis possuem donos, escolhidos por meio de sorteio público. "Os proprietários, reais beneficiários, não são obrigados a realizar a mudança de imediato e têm um prazo para a ocupação."

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