Nova ação da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, foi realizada na tarde desta segunda-feira (15), na Boate Dallas Night Club, localizada no Bairro Mariano Procópio, na Zona Nordeste. O local, que está interditado desde o fim do mês agosto, é alvo de inquérito que investiga a exploração sexual de garotas de programa. O retorno dos policiais à boate teve como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça à pedido da Polícia Civil. De acordo com a delegada Ione Barbosa, foram localizadas anotações que colaboram para a investigação que busca esclarecer casos de exploração sexual.
“Esse material será analisado e incorporado à apuração. Nossa vinda aqui foi muito importante, porque de outra forma talvez não tivéssemos acesso a essas anotações que confirmam rufianismo e exploração à prostituição”, ressaltou Ione, durante busca no local. Fiscais da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) e militares do Corpo de Bombeiros fizeram parte da ação. “O local se encontra em estado deplorável e sem condições de habitação. O Corpo de Bombeiros analisou as condições precárias do imóvel, que tem fios expostos e apresenta risco de incêndio”, disse a delegada, acrescentando que a casa noturna continuará interditada até o fim do inquérito, que deve ter mais 15 dias para ser concluído.
Em setembro, a boate foi alvo dos policiais, que fotografaram as instalações consideradas insalubres pelos investigadores e apreenderam um aparelho de DVR, cujas imagens foram para perícia. A ida da polícia ao local aconteceu em virtude de denúncias de duas garotas de programas, de 19 e 25 anos, que alegaram que eram exploradas e vigiadas pelas câmeras 24 horas por dia, como forma de impedir que elas saíssem do estabelecimento sem a permissão da gerência. Uma mulher, de 38 anos, que seria uma das proprietárias do estabelecimento e trabalhava como gerente, continua presa na Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, desde o início da investigação.

