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Queda de mureta que separava córrego no Bairro Industrial gera insegurança nos moradores

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Moradores do Bairro Industrial, na Zona Norte de Juiz de Fora, manifestaram à Tribuna preocupação com o estado do Córrego Humaitá, na Avenida Lúcio Bittencourt, na altura do número 41, próximo ao posto de gasolina. Segundo as denúncias, com o aumento das chuvas nos últimos meses, a mureta que separava o córrego da via pública caiu para dentro do curso d’água, comprometendo a proteção.

Cerca de dez metros de parede caíram, preocupando moradores da Avenida Lúcio Bittencourt e de outras vias do bairro (Foto: Fernando Priamo)

O morador da região Erik Vagner Ferreira observou que o problema ocorreu há quatro meses e, até o momento, segundo ele, nada foi feito para restaurar a proteção. De acordo com Erik, a parte que caiu corresponde a pouco mais de dez metros de parede, o que tem gerado insegurança nos moradores e nos motoristas que transitam no local. “O volume de água aumentou com as chuvas e, como não tem essa mureta, o perigo dos carros caírem dentro do córrego é grande, porque não tem mais proteção, a rua está direta no córrego”, afirma o morador.

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Além desse problema, os moradores também temem as recorrentes enchentes que acontecem na região durante o período de chuvas intensas. “O córrego, mesmo em condições normais, já é um problema para os moradores, que, em épocas de chuva, sofrem com as enchentes. Nessa situação então o risco aumentou, comprometendo ainda mais a segurança e o bem-estar dos moradores”, comentam Renato Vieira Gama e Fabrício Visona, moradores do bairro.

Prefeitura prepara licitação

Questionada sobre a situação do córrego, a Secretaria de Obras (SO), da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), afirmou, por meio de nota, que os trâmites para a contratação do projeto já foram iniciados, com previsão para janeiro de 2022. “O próximo passo será a licitação da empresa que executará as obras de construção de barreiras de contenção no córrego, que têm recursos garantidos, oriundos de acordo entre o Estado e a Vale, referentes à reparação dos danos causados pela mineradora na região metropolitana de Belo Horizonte”, comunicou a pasta. Além disso, conforme a SO, antes das obras, a Defesa Civil vai realizar uma vistoria de reavaliação no local.

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