Moradores reclamam de tráfego intenso e confuso no Bairro Teixeiras

Com o aumento do fluxo de veículos na Rua Geraldo Vieira, muitos carros acabam passando por cima das calçadas, causando danos; situação persiste há mais de sete meses, diz morador


Por Letícia Lapa, estagiária sob supervisão da editora Fabíola Costa

13/04/2023 às 18h23

calcada quebrada Teixeiras colaboracao do leitor
Moradores relatam enfrentar transtornos no Teixeiras (Foto: Colaboração do leitor)

Calçadas quebradas são reflexo de um conflito no tráfego de veículos que, segundo a vizinhança, acontece na Rua Geraldo Vieira, no Bairro Teixeiras, Zona Sul de Juiz de Fora. Para entender o caso, é preciso voltar ao ano de 2011, quando a rua estreita possuía o passeio em bom estado, exemplificado pelas imagens do Google Street View do ano. Este ano, no entanto, a situação não é mais a mesma, é o que conta um morador, que preferiu não se identificar. Ele reclama de carros abandonados na via, rachaduras nas calçadas e tampas de caixa de esgoto quebradas.

Conforme o seu relato, a rua é de mão dupla, algo que não era problema em anos anteriores, pois possuía pouco fluxo de carros e um maior espaço para que dois veículos trafegassem simultaneamente. Contudo, a situação mudou no ano passado, com o aumento de moradias na região. Com isso, a rua de mão dupla não estaria conseguindo suportar o fluxo, causando conflito quando dois veículos, em sentidos opostos, precisam passar pelo mesmo trecho. Ainda segundo o morador, as calçadas acabam quebrando quando os carros passam por cima, para desviar do outro automóvel no sentido oposto, ou até mesmo por conta dos veículos abandonados no trecho.

A situação se tornou um transtorno para os moradores, que reuniram em torno de 30 assinaturas pedindo para que a rua se tornasse mão única. A petição foi encaminhada ao Gabinete de Ação e Diálogo Comunitário da Prefeitura de Juiz de Fora, no entanto, a vizinhança não teria tido resposta, mesmo após sete meses.

Na última quarta-feira, a Tribuna procurou a Prefeitura para tratar do assunto. O posicionamento é que “não é viável tecnicamente a alteração solicitada na via”.