TAEs da UFJF e do IF Sudeste MG aprovam indicativo de greve

Assembleia aprova greve da categoria por cumprimento de acordos, reestruturação da carreira e recomposição salarial


Por Fernanda Castilho

13/02/2026 às 17h39

Os trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) da UFJF e do IF Sudeste MG aprovaram, na quarta-feira (11), indicativo de greve para o dia 23 de fevereiro. Em assembleia realizada no anfiteatro da Reitoria (Campus/UFJF), a deflagração contou com 215 votos favoráveis, e apenas dois contrários e três abstenções. Caso confirmada a greve nacional, a próxima reunião será realizada no dia 23, às 14h, no mesmo local.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Juiz de Fora (Sintufejuf), a decisão acompanha a mobilização nacional da categoria, aprovada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), pelo cumprimento de acordos firmados com o governo federal, avanços na reestruturação da carreira e recomposição salarial. Também foram acrescidas reivindicações locais, como o Programa de Gestão de Desempenho (PGD).

As demais entidades filiadas, universidades e institutos federais, têm o dia 20 de fevereiro como prazo para envio dos resultados das assembleias à Federação. A partir das deliberações locais, a interrupção das atividades poderá ser confirmada, consolidando o cenário nacional.

Durante a assembleia, a coordenadora geral do Sintufejuf e também dirigente da Fasubra, Rosângela Márcia Frizzero, e o representante da Federação, Flávio Sereno, discutiram a rejeição da Câmara à praticamente todas as emendas apresentadas para o Projeto de Lei 6170/2025. Também apontaram a gravidade da flexibilização da jornada às atividades voltadas ao “público externo”.

“Para a categoria, a mudança representa uma ameaça concreta à jornada de 30 horas praticada na UFJF, construída ao longo de anos de luta”, declarou o sindicato. O coordenador de organização e política sindical, João Marcos Gonzaga, apontou que o projeto amplia a terceirização e traz impactos estruturais na carreira.

 

 

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