Defesa Civil afirma que mantém vistorias em imóveis no Furtado de Menezes após queixas de moradores

Moradores da Rua Abílio José Gomes relatam casas com trincas e rachaduras e cobram avaliação técnica da Defesa Civil


Por Julia Valgas*

12/03/2026 às 18h10

Moradores da Rua Abílio José Gomes, no Bairro Furtado de Menezes, região Sudeste, em Juiz de Fora, relataram à Tribuna que algumas casas da via, com trincas e rachaduras, ainda não haviam sido vistoriadas por equipes técnicas da Defesa Civil, apesar dos contatos já realizados pelos moradores. Em resposta, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) informou que já realizou vistorias em imóveis da rua e que continuará promovendo visitas técnicas para emitir laudos sobre a situação das residências. Segundo o Executivo, no entanto, não há orientação para evacuação da via.

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Moradores do Bairro Furtado de Menezes pedem vistoria da Defesa Civiil (Foto: Contribuição da leitora).

Enquanto as vistorias seguem sendo feitas, a Prefeitura reforçou que moradores de imóveis com sinais de risco devem deixar suas casas. Questionada pela Tribuna sobre os procedimentos para quem precisar sair da residência, a Administração municipal afirmou que, mesmo com o fechamento dos abrigos, segue prestando apoio às famílias.

Nesses casos, a orientação é que os moradores procurem o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da região, responsável pelo encaminhamento aos serviços de assistência social.

Confira a nota da PJF na íntegra

“A Prefeitura de Juiz de Fora informa que a Defesa Civil já realizou vistorias em imóveis da Rua Abílio José Gomes, no Bairro Furtado de Menezes, e seguirá com o atendimento nas demais casas apontadas pelos moradores.

Até o momento, os registros na via são casos pontuais, sem indicação de necessidade de evacuação da rua como um todo.

A orientação da Defesa Civil permanece a mesma: caso algum imóvel apresente sinais evidentes de risco, como trincas, rachaduras estruturais, movimentação de solo ou outros indícios de instabilidade, os moradores devem deixar a residência imediatamente, procurar um local seguro e acionar os órgãos competentes, priorizando sempre a preservação de vidas.

Em relação ao acolhimento, embora os abrigos emergenciais em escolas já tenham sido desmobilizados, o Município mantém alternativas de assistência para famílias que precisem deixar suas casas, com encaminhamento pela rede de assistência social conforme a necessidade de cada caso. A orientação é que procurem o CRAS de referência, que realiza o encaminhamento para os serviços de assistência social e para as alternativas de acolhimento disponíveis. A Prefeitura reforça que todas as situações são acompanhadas individualmente pelas equipes técnicas para garantir a segurança da população.”

*Estagiária sob supervisão da editora Carolina Leonel