“A equipe já vem realizando investigações na Olavo Costa há mais de um mês para saber quem são os traficantes e outros envolvidos no tráfico, como olheiros. Ontem recebemos informações de que dois suspeitos estavam escondendo uma mala preta em uma casa abandonada. Os investigadores foram até o local e encontraram a droga que estava, na verdade, dentro de um saco preto.” Ainda conforme o delegado, o prejuízo causado aos envolvidos no esquema pode chegar a R$ 60 mil. Conforme Woyame, as investigações prosseguem com a finalidade de identificar os proprietários da maconha e outras pessoas ligadas ao comércio de drogas naquela região.
Seguidas apreensões
Essa foi a terceira grande apreensão do mesmo entorpecente realizada pela especializada no último mês. Na manhã do dia 31 de outubro, a Polícia Civil apreendeu 260 tabletes de maconha em uma residência localizada no Bairro Linhares, Zona Leste. Dois irmãos, de 24 e 28 anos, moradores do Milho Branco, Zona Norte, foram apontados como donos do material, mas nenhum deles foi localizado.
No dia 10 de outubro, cinco pessoas foram detidas e cerca de uma tonelada de maconha foi apreendida em diferentes regiões do município. A maior parte da droga estava em um imóvel do São Pedro, na Cidade Alta. A operação se estendeu também pelos bairros Nova Califórnia, Benfica, Nova Era e Vitorino Braga. Ainda foram recolhidas mais de 500 munições de diferentes calibres, um caminhão, uma balança e materiais para embalar entorpecentes.
O imóvel do São Pedro era monitorado por câmeras, e dois homens se revezavam na guarda do local. No entanto, o responsável pelo material não foi capturado. As investigações levantaram que o grupo de Juiz de Fora usava o caminhão para buscar os entorpecentes no Paraguai. O bando lucraria cerca de R$ 1 milhão com as vendas.
“Estamos selecionando alguns bairros para tentar acabar com o tráfico. Realizamos operações pontuais sempre com o objetivo de conseguir informações para ações maiores”, concluiu o delegado.

