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Caso de estupro coletivo em JF completa um ano com investigação em curso

Padrasto é indiciado por maus-tratos após criança sofrer fratura no fêmur em Juiz de Fora

(Foto: Felipe Couri)

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A Polícia Civil ainda investiga, um ano depois, a denúncia de um estupro coletivo em um condomínio na Zona Oeste de Juiz de Fora. O caso aconteceu em 7 de abril de 2025. Os suspeitos, um fotógrafo e quatro vigilantes, seguem em liberdade. 

Segundo o Registro de Eventos de Defesa Social (Reds), a vítima estava com amigos em um restaurante da Zona Sul quando um homem se ofereceu para levá-la para casa em segurança. Ele dirigiu o carro da mulher até a residência, mas imagens de segurança indicam que ele retornou ao condomínio em seu próprio veículo por volta das 0h50.

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No celular da vítima, posteriormente, foi identificada uma solicitação de autorização para a entrada do homem, que, embora não foi respondida pela mulher, foi liberada na portaria. Conforme a apuração, o trajeto entre a portaria e a residência teria sido feito pelo fotógrafo e quatro vigilantes em motocicletas.

Ainda segundo o registro policial, os homens teriam acompanhado o momento em que o fotógrafo pulou o muro da casa. Em seguida, um deles teria utilizado uma escada de uma obra próxima para também acessar o imóvel. Depois, o portão da garagem teria sido aberto com o uso do controle que estava sobre o carro da vítima, permitindo a entrada dos demais. A vítima relata que, ao tomar consciência desses fatos, reconheceu que havia sido vítima de violência sexual. A mulher foi acompanhada de amigos até o Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Teixeira (HPS), onde são realizados exames e protocolos para vítimas de abuso sexual.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), instaurou inquérito para apurar o caso. À Tribuna, a instituição informou que a investigação foi concluída em 9 de maio do mesmo ano e encaminhada ao Poder Judiciário, mas, que, posteriormente, o inquérito retornou à Deam para cumprimento de novas determinações judiciais, entre elas a realização de exames complementares. O caso permanece nessa fase.

Em nota, a Polícia Civil informou que “a dilação dos prazos foi autorizada pelo Poder Judiciário e tem por objetivo atender às solicitações periciais, sem prejuízo às provas já colhidas na fase inicial da investigação”. O órgão também reforçou que todas as etapas seguem respaldadas por critérios técnicos e legais, visando a assegurar a solidez do conjunto probatório e a responsabilização adequada dos envolvidos.

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