Parque da Saudade tem nova gestão que pretende construir mais 300 jazigos
Cemitério tem, aproximadamente, 18 mil jazigos e 40 mil pessoas sepultadas
O Cemitério Parque da Saudade é um dos primeiros cemitérios-jardins do Brasil, fundado pela Santa Casa em 1976. Tem, aproximadamente, 18 mil jazigos e em torno de 40 mil pessoas sepultadas, com potencial para construir mais 7 mil jazigos. Há cerca de 45 dias, o engenheiro Rodrigo Mendonça e o advogado Marcelo Mendonça assumiram a gestão.
Rodrigo lembra que o local tem muita história e memória com a cidade de Juiz de Fora. “O que a gente mais deseja nessa nova fase do Parque da Saudade é mostrar isso para a cidade.” Segundo ele, atualmente são cerca de 150 velórios por mês, e um número de sepultamentos igual ou pouco menor. “Mas a ideia é que isso aumente bastante, que a gente possa convidar as pessoas da cidade de Juiz de Fora para estarem lá, em nome da memória, em nome de tudo que ele representa para a cidade.”
A nova gestão está no processo de iniciar a construção de mais de 300 jazigos e trazer também a cremação, além de outras ideias, como jardins memoriais. “Em termos do serviço, da experiência para as famílias e tudo, é trazer o que a gente está chamando de uma curadoria do acolhimento”, explica Rodrigo.
Marcelo conta que vem de uma empresa de mineração e construção que, na década de 1990, construiu uma parte dos jazigos e recebeu alguns deles em pagamento. Quando saiu da empresa, herdou os jazigos e por isso foi convidado a participar da proposta de nova gestão.
“Além da curadoria, do acolhimento que a gente quer fazer, a gente acredita muito também que um grande motivo da nossa vida também é deixar legado. E a gente quer ser curador desse legado, dessas histórias que as pessoas deixam”, conclui.