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Professores da rede municipal anunciam paralisação em Juiz de Fora

Professores da rede municipal de Juiz de Fora garantem data para pagamento de rescisões
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Os professores da rede municipal de Juiz de Fora paralisarão as atividades nos dias 18 e 19 de agosto. O comunicado foi feito na manhã desta segunda-feira (3) pela Sindicato dos Professores Municipais (Sinpro-JF), em meio a um cenário, conforme alega a categoria, de erros na folha salarial, rescisões em atraso, pagamento pendente de triênios e adicionais. A mobilização inclui um ato em frente ao pátio da Prefeitura de Juiz de Foram (PJF), na Avenida Brasil, às 14h de terça-feira (18). Na quarta-feira (19), também às 14h, os servidores se reúnem em assembleia no Ritz Hotel. 

Uma das coordenadoras do sindicato, Lúcia Lacerda, afirmou à Tribuna que a entidade vem cobrando insistentemente da Prefeitura a regularização das progressões funcionais, cujos pagamentos estão atrasados desde janeiro deste ano, sem que, até o momento, tenha recebido uma resposta.

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Segundo a representante sindical, também permanecem pendentes o pagamento de rescisões complementares de profissionais aposentados e de rescisões contratuais. A dirigente acrescenta que a categoria ainda reivindica a regularização do repasse do Plano Nacional de Educação (PNE) às escolas e critica a demissão de 79 trabalhadores da limpeza e da manutenção das unidades de ensino.

A reportagem também teve acesso a relatos de professores da rede municipal que apontam contracheques com valores inferiores aos devidos, ausência de adicionais, folhas de pagamento encerradas sem a quitação integral dos vencimentos e atrasos que, segundo os servidores, chegam a um ano. 

A Tribuna procurou a (PJF) para saber se a Administração reconhece as pendências apontadas pelo magistério, quais as justificativas para os atrasos nos pagamentos e nas rescisões, se há previsão para regularização dessas situações, em que estágio está o processo de promoção dos secretários escolares e qual é o posicionamento do Executivo sobre a mobilização anunciada pela categoria.

Em nota, a PJF informou que recebeu a pauta apresentada pelo Sindicato dos Professores, “que será analisada pelas áreas técnicas do Município. Após essa etapa, será realizada uma reunião com a direção da entidade para discutir os temas e definir os encaminhamentos”.

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Terceira paralisação amplia desgaste entre Prefeitura e professores 

A atual mobilização será a terceira paralisação realizada neste ano pelos professores concursados da rede municipal. Em 26 de fevereiro, a categoria suspendeu as atividades por 24 horas para cobrar avanços na campanha salarial de 2026. Além do reajuste, os servidores reivindicaram mudanças nos critérios de contratação, questionaram a implantação do ponto eletrônico e debateram outros pontos da pauta.

Em 22 de maio deste ano, os professores da rede municipal realizaram uma paralisação para cobrar da Prefeitura o avanço de uma série de demandas, entre elas a reformulação do Plano de Assistência à Saúde (PAS), a reposição de professores nas escolas, o fim da junção de turmas, a regularização do pagamento de rescisões e da progressão funcional por antiguidade, além da implementação da licença remunerada para aperfeiçoamento profissional.  A paralisação prevista para agora, em agosto, amplia a sequência de paralisações promovidas pela categoria neste ano.

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Outro episódio de desgaste entre a Prefeitura e a categoria, embora sem resultar em paralisação, ocorreu no fim de julho. No dia 23, o sindicato anunciou a demissão de 26 professores vinculados à Secretaria de Esporte e Lazer durante o recesso escolar.

Após reuniões e pressão da entidade, a Administração municipal recuou da decisão. Na última quarta-feira (29), o sindicato informou que as demissões haviam sido revertidas.

Procurada pela Tribuna à época, a Prefeitura confirmou, de forma sucinta, que “não haverá descontinuidade dos contratos dos profissionais”, mas não detalhou como será conduzido o processo de reintegração dos servidores. 

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