Violência política nos EUA soma cinco episódios em dois anos

Ataques atingiram figuras ligadas aos partidos Republicano e Democrata em diferentes regiões do país


Por Estadão Conteúdo

27/04/2026 às 16h39

Os Estados Unidos registraram ao menos cinco episódios de violência política nos últimos dois anos, com ataques contra figuras ligadas tanto ao Partido Republicano quanto ao Partido Democrata. O caso mais recente ocorreu no sábado (25), quando um atirador tentou invadir o jantar anual de correspondentes da Casa Branca, em Washington, evento que contava com a presença do presidente Donald Trump.

A ocorrência no hotel Washington Hilton levou à retirada de Trump e de outras autoridades pelo Serviço Secreto. Segundo a Reuters, o hotel informou que operava sob protocolos definidos em conjunto com o Serviço Secreto, a polícia local e a segurança do estabelecimento. O suspeito, identificado como Cole Allen, foi detido e deveria comparecer à Justiça nesta segunda-feira (27).

O ataque se soma a uma sequência de episódios recentes que evidenciam o aumento das preocupações com a segurança de autoridades, lideranças políticas e pessoas ligadas ao debate público no país.

Em 13 de julho de 2024, Trump foi alvo de um atentado durante um comício em Butler, na Pensilvânia, ainda durante a campanha presidencial. Ele discursava quando um homem, posicionado no telhado de um prédio comercial a cerca de 150 metros, disparou contra o evento. Trump foi atingido de raspão na orelha direita, recebeu atendimento médico e teve alta no mesmo dia.

O atirador foi morto por agentes do Serviço Secreto. Uma pessoa que acompanhava o comício morreu, e outras duas ficaram gravemente feridas.

Outro caso ocorreu em 14 de junho de 2025, quando a deputada estadual de Minnesota Melissa Hortman, do Partido Democrata, e o marido, Mark Hortman, foram mortos a tiros dentro de casa, em Brooklyn Park. Antes disso, o mesmo suspeito teria atacado o senador estadual John Hoffman, também democrata, e a esposa dele, em Champlin, cidade localizada a cerca de 14 quilômetros de Brooklyn Park.

O casal Hoffman foi levado ao hospital com ferimentos graves e sobreviveu. Na época, o governador de Minnesota, Tim Walz, classificou os crimes como “violência política direcionada”. O suspeito foi preso no dia seguinte. Em um carro usado por ele, policiais encontraram uma lista com 70 nomes de legisladores e outras autoridades.

Em 10 de setembro de 2025, o influenciador Charlie Kirk foi morto a tiros durante um evento no campus da Universidade de Utah Valley. Ele respondia a uma pergunta sobre atiradores em massa nos Estados Unidos quando foi atingido. Kirk era CEO e cofundador da organização política de direita Turning Point USA e aliado de Trump.

O suspeito efetuou o disparo a partir do telhado de um prédio e foi preso pelo FBI no dia seguinte, em St. George, no estado de Utah, a cerca de 400 quilômetros da universidade. Segundo o relato original, ele confessou o crime.

Já em 7 de março de 2026, dois homens foram presos após um artefato explosivo improvisado ser lançado em direção a um protesto antimuçulmano em frente à residência oficial do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Em seguida, outro artefato foi arremessado contra policiais do Departamento de Polícia de Nova York.

Os explosivos não detonaram, e ninguém ficou ferido. A comissária da Polícia de Nova York, Jessica S. Tisch, classificou o episódio como “um ato terrorista inspirado pelo Estado Islâmico”.

O episódio mais recente, no jantar de correspondentes da Casa Branca, reacendeu o debate sobre a segurança de eventos com autoridades nos Estados Unidos. Segundo a Associated Press, o Departamento de Justiça passou a usar o caso para defender a construção de um salão de eventos ligado à Casa Branca, argumentando que a estrutura poderia reduzir riscos em compromissos oficiais.

Texto com informações do Estadão Conteúdo, reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

Resumo desta notícia gerado por IA

  • Os Estados Unidos registraram ao menos cinco episódios de violência política nos últimos dois anos.
  • Os ataques atingiram figuras ligadas aos partidos Republicano e Democrata.
  • O caso mais recente ocorreu durante o jantar de correspondentes da Casa Branca, em Washington.
  • A sequência de episódios ampliou o debate sobre segurança de autoridades e eventos políticos no país.