O que fazer em Diamantina: cidade histórica aposta na gastronomia como atração
Festival Circuito Gastronômico acontece até 23 de maio com 15 pratos autorais

A cidade mineira de Diamantina realiza, pela primeira vez, o Festival Circuito Gastronômico: cozinha garimpeira, histórias que se cruzam, valorizando sua culinária tradicional. O evento, que acontece a partir desta quinta-feira (23) até 23 de maio, é realizado em parceria com consultorias do Sebrae Minas e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), contando com 15 pratos autorais.
Os chefs e cozinheiros participantes foram convidados a se inspirar pela ideia de garimpar, selecionando e valorizando o que há de mais precioso. A partir disso, a ideia do festival é trazer técnicas e histórias da região em experiências gastronômicas exclusivas para o evento. A programação completa pode ser consultada no site da Sebrae Minas.
“O circuito conecta gastronomia e cultura. Diamantina, cidade tombada pela Unesco pelo seu Centro Histórico, oferece cenário único para a experiência turística: ruas de pedra, casarões coloniais, igrejas barrocas e manifestações culturais que remontam ao ciclo do diamante, além de uma cultura alimentar rica e singular, que se consolida como um importante atrativo do destino”, explica Rogério Fernandes, gerente regional do Sebrae Minas, em nota à imprensa.

O festival também marca a entrega do Estudo de Identidade Gastronômica de Diamantina, diagnóstico que mapeou a cultura alimentar local, reunindo entrevistas e uma expedição técnica realizada por pesquisadores, consultores e chefs. A pesquisa resultou na construção do Plano Futuro da Gastronomia, contendo oportunidade de atuação para os negócios do setor para os anos de 2026 a 2029.
A cultura gastronômica de Diamantina não se separa das histórias e personalidades da cidade, como Maria Francisca dos Santos, conhecida como Chiquinha dos Pastéis, que há mais de seis décadas carrega diariamente nas mãos um balaio de pastéis pelo centro. Personagens como Chica da Silva e Juscelino Kubitschek (JK) também integram o repertório cultural que inspira cardápios e roteiros temáticos. Chica da Silva participou de um universo social marcado por festas, cerimônias religiosas e práticas domésticas refinadas, e Juscelino, filho da terra e personagem central da história brasileira, ajudou a projetar para o país e para o mundo os sabores diamantinenses.
O que fazer em Diamantina
Localizada a 540 km de Juiz de Fora, a cidade histórica é Patrimônio da Humanidade pela Unesco e atrai turistas todos os anos por seu charme, reunindo igrejas, casarões coloniais e restaurantes.
Uma parada obrigatória em Diamantina é visitar as igrejas históricas – 13 no total -, começando pela Catedral Metropolitana de Santo Antônio da Sé, na Praça da Matriz, que está aberta para visitação gratuita durante o dia. Também vale a pena conferir a Igreja de São Francisco de Assis e a Igreja Nossa Senhora do Carmo.
Outros pontos turísticos importantes são a Casa de Chica da Silva, que está de frente para a Igreja Nossa Senhora do Carmo e possui entrada gratuita, e a Casa de Juscelino, onde o ex-presidente do Brasil passou sua infância e adolescência. O imóvel conta com documentos e fotos que remontam a história de JK e possui ingressos a R$ 20 para a visita.
Para aqueles que buscam estar em contato com a natureza, o Parque Estadual do Biribiri, a 13 km de Diamantina, é uma ótima pedida. Com cachoeiras estonteantes e a Vila do Biribiri, vilarejo com opções de almoços no fogão a lenha, a parada é ideal para desacelerar e curtir o momento.
E também vale visitar restaurantes e cafeterias tradicionais de Diamantina durante o festival gastronômico. No almoço, a dica é ir no Apocalipse, restaurante self-service localizado na Praça Barão de Guaicui. Além disso, o Relicário Gastronomia também é uma boa pedida, com cardápio que apresenta releitura da culinária mineira.
Outros locais como a Vittelo Diamantina, intitulada a melhor steakhouse da cidade, e a Livraria Café Espaço B também chama a atenção, contando com cardápio variado e curadoria de livros especializada, tendo uma seção específica de livros sobre Diamantina.
*Estagiária sob a supervisão da editora Cecília Itaborahy









