Painel 29-07-16

Por Paulo Cesar Magella

Conversas líquidas

Duas questões estão marcando as conversações para definição de chapas proporcionais e majoritárias em Juiz de Fora: o tempo na TV, insuficiente para boa parte das legendas, especialmente aquelas que têm um discurso ideológico para apresentar, e as negociações em Belo Horizonte. A despeito das peculiaridades próprias de cada município, o debate na capital está envolvido num projeto de poder para 2018. Com isso, os dirigentes estaduais estão definindo sua participação na campanha da capital de olho na disputa para governador. E, para isso, são dadas e pedidas contrapartidas, tipo “você me apoia aqui em BH, e eu te dou respaldo em Juiz de Fora”. E vice-versa. Por isso, as negociações entabuladas até agora são líquidas, salvo exceções, como o PMDB e o PSDB, duas legendas de grande porte, que já oficializaram sua aliança. Os demais estão na ciranda, que está em curso desde o início do mês. Como ainda há tempo, as definições só devem ocorrer na semana que vem.

 

Idas e vindas

Mesmo assim, é possível especular em torno dessas idas e vindas. O PCdoB ainda espera uma definição do PR, mas sua preocupação principal é apresentar sua plataforma para os eleitores. A candidatura de Wadson Ribeiro continua colocada, mas nada impede que aconteçam mudanças, mas isso só ocorreria numa última instância. Presidente do diretório estadual, o que o faz tomar decisões em várias frentes, o ex-deputado desembarcou ontem em Juiz de Fora para jogar as últimas fichas até a convenção, no dia 4. Está otimista, mas, como conhece bem os bastidores da política, não se surpreenderá com possíveis defecções.

 

Sem tempo

Situação semelhante vive o PPS, liderado pelo deputado Antônio Jorge Marques. O partido tem pouco tempo na TV e muito a dizer. Desde o início, aliás, o parlamentar tem ressaltado que a meta é discutir um projeto para a cidade, e não para os partidos, e, se tiver que embarcar em algum projeto que não seja a candidatura própria, essa questão será o primeiro ponto a ser colocado para os eventuais pretendentes. Ele tem se dedicado a conversar com vários candidatos a prefeito e acentuou que não fechará as portas para ninguém, estando aberto ao diálogo. O deputado considera que até meados da semana que vem tudo estará definido.

 

Projeto de poder

O PDT, um aliado de longa data do PPS, especialmente por conta da aproximação entre o deputado Antônio Jorge Marques e Vítor Valverde, secretário de Governo da Prefeitura de Belo Horizonte, também está incerto sobre o seu futuro. Em princípio, havia uma meta comum de apoiar a mesma candidatura, mas os entendimentos firmados em Belo Horizonte podem levá-los a projetos diferentes. Vítor, hoje, é um dos principais articuladores do prefeito Marcio Lacerda, nome que o PSB irá levar para disputar o Governo de Minas, e suas articulações passam por esse caminho, o que nem sempre vai replicar de forma igual nas duas legendas.

Guilherme Arêas

Guilherme Arêas

A Tribuna de Minas não se responsabiliza por este conteúdo e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.



Leia também