Candidatos oscilam dentro da margem de erro

Por Paulo Cesar Magella

Com apenas um dia de intervalo entre o levantamento feito pelo mesmo instituto na segunda-feira, a pesquisa do Ibope divulgada nessa quarta-feira não teve alterações. Os candidatos Bolsonaro e Haddad caíram um ponto percentual, mas dentro da margem de erro, da mesma forma que Ciro Gomes voltou aos 12% que tinha em verificações anteriores. Mas os números falam. Indicam, por exemplo, que não foi dessa vez que o centro e as candidaturas mais abaixo reagiram ao descolamento dos líderes. Como nesta sexta-feira deve ser a vez de o Datafolha apresentar sua pesquisa, se não houver mudanças substanciais, virar o jogo será um esforço à beira do impossível.

Últimas fichas

Ciro e Alckmin respiram por aparelhos e tentarão as últimas jogadas nos próximos dias e durante toda a semana que vem. A primeira tentativa estava programada para a noite dessa quarta-feira (26), durante o debate promovido pelo SBT. Ciro passou por uma rápida cirurgia, mas só foi para a mesa de operação com a condição de que sairia a tempo de participar do debate. Bolsonaro, de novo, ficará de fora em função de ainda estar se recuperando do atentado sofrido no dia 6, aqui em Juiz de Fora.

Pela rejeição

Ciro é o que ainda alimenta as maiores esperanças em função da rejeição. Sua equipe considera que o eleitor que rejeita os líderes pode ainda mudar o voto no primeiro turno. Pelos números do Ibope, 44% dos entrevistados rejeitam Jair Bolsonaro; 27% não votariam de forma alguma em Fernando Haddad, e 19% rejeitam Geraldo Alckmin. Só 16% disseram que não votariam em Ciro de jeito algum.

Segunda vaga

A disputa pela segunda vaga ao Senado em Minas continua aberta. O candidato Carlos Vianna (PHS), ao contrário de Dilma Rousseff, que lidera a corrida, não consegue se desgarrar do terceiro colocado, deputado Rodrigo Pacheco (DEM), nem mesmo do quarto mais bem posicionado, Dinis Pinheiro (SD). Ambos, aliás, travam a disputa mais dura sob o convencimento de que um deles, até meados da semana que vem, já tenha se tornado a segunda opção dos eleitores mineiros para o Senado Federal.

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

A Tribuna de Minas não se responsabiliza por este conteúdo e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.



Leia também