Com uma semana de campanha, embora ainda falte a propaganda no rádio e na TV, que começa no dia 28, os partidos aceleram suas ações e, ao mesmo tempo, fazem contas para avaliar o tamanho de suas futuras bancadas. Em 2022, o quociente eleitoral em Minas foi de 210.964 votos para deputado federal e 143.852 votos para deputado estadual. As contas preliminares para este ano apontam uma elevação nos números: entre 215 mil e 221 mil para deputado federal, e entre 148 mil e 153 mil para deputado estadual.
Desempenho do Novo foi a motivação de Zema
Um dos dados mais relevantes, porém, é a cláusula de barreira. No pleito passado, o percentual mínimo era de 2% dos votos válidos nacionais para deputado federal (com ao menos 1% em nove estados) ou a eleição de 11 deputados federais distribuídos em nove UFs. Agora, a exigência sobe para 2,5% dos votos válidos (com mínimo de 1,5% em nove estados) ou 13 deputados federais eleitos. Por conta disso, os partidos estão investindo também em candidaturas majoritárias para superar a meta. No pleito de 2022, o Novo não alcançou a cláusula e ficou sem tempo de TV e sem os repasses do fundo eleitoral. Uma candidatura presidencial forte ajuda a puxar votos para a legenda em todo o país, o que facilita superar a barreira – e esta seria uma das motivações do ex-governador Romeu Zema para disputar a Presidência e manter-se na corrida até o fim, a despeito de ainda estar na casa de um dígito nas pesquisas de intenção de votos.
Opção de Zema comprometeu alianças de Mateus
O ex-governador chegou a ser questionado sobre o seu projeto, uma vez que, na fase inicial das articulações, foi um dos impeditivos de uma aliança entre o governador Mateus Simões e o senador Flávio Bolsonaro. Este último acabou optando pelo ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe – sobretudo após o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) dar sinais trocados sobre sua candidatura.
Aliança estratégica vira o jogo para o governador
O governador Mateus Simões, na reta final dos prazos, conseguiu reverter os danos ao se aliar à federação União Brasil Progressistas. Além disso, para ter tempo de TV e recursos de campanha, filiou-se ao PSD de Gilberto Kassab, embora mantivesse seu apoio à candidatura de Romeu Zema à Presidência.

