Dias de conversas
Como a campanha será mais curta, e os partidos têm até o início de agosto para fazer suas convenções, ainda haverá surpresas na formação de chapas para o pleito de outubro, sobretudo para prefeito, uma vez que as de vereador já estão praticamente definidas. Ontem, sem a pretensão de acordo imediato, mas para prospecção de terreno, os deputados Antônio Jorge Marques (PPS) e Júlio Delgado (PSB) mantiveram uma longa conversa, embora ambos já tenham encaminhado nomes para o pleito municipal. O PPS está investindo no engenheiro Eduardo Lucas, e o PSB, no também engenheiro Wilson da Rezato. Após o encontro, que ocorreu em seu gabinete, Antônio Jorge disse que tem ouvido vários setores. “Embora anônimo, conversei com várias lideranças, boa parte delas desvinculada de acordos partidários.” Hoje, aliás, ele deve se encontrar com o deputado Márcio Santiago (PR), o mesmo que no sábado voltou a se reunir com o deputado Noraldino Júnior (PSC).
Tempo na TV
Antônio Jorge revelou que a conversa com Júlio Delgado serviu também para análise da conjuntura de Juiz de Fora. Embora os dois tenham projetos distintos, o PPS tem um problema logístico que pode afetar seu candidato: tempo na televisão. “Temos, de fato, essa fragilidade.” O PPS, na sua avaliação, deve se comprometer com candidatos que tenham projetos para a cidade, e não de poder, como a maioria das legendas. Por isso, tanto Lucas quanto Wilson seriam nomes que se enquadram nesse discurso. O deputado, no entanto, considera também o PR como uma legenda de valor agregado, no caso, o ex-vereador Romilton Faria.
Nada definido
A questão aberta é sobre como o PR está conduzindo as suas próprias articulações. No início, conversou com o PSC de Noraldino Júnior, mas teria desembarcado do projeto por conta da candidatura a vice. Depois, as negociações envolveram o PCdoB, com o ex-deputado Wadson Ribeiro na cabeça de chapa e Romilton como vice. Mas os fatos continuaram em andamento. Além dessa conversa com o PPS de Antônio Jorge, hoje, Santiago, ao retomar contatos com o PSC, indicou que o eventual distanciamento foi apenas circunstancial, havendo espaço para um novo entendimento. A conferir.
Silêncio pedetista
O PDT de Vítor Valverde é outra incógnita na discussão pré-sucessória. No início, chegou a ensaiar um projeto de candidatura própria, com o advogado Vítor Valverde, presidente do diretório municipal, encabeçando a chapa, mas ele próprio, feitas as avaliações, achou melhor voltar ao projeto que ora desempenha com sucesso, em Belo Horizonte, como secretário de Governo do prefeito Marcio Lacerda. Setores pedetistas, por conta do próprio Vítor, têm afinidades com os tucanos, mas, como o PSDB não terá candidato próprio, uma aliança com o PMDB do prefeito Bruno Siqueira não seria automática. Há rumores, aliás, de que poderá haver surpresas nos próximos dias envolvendo a legenda.






