O ineditismo será a marca das eleições municipais de novembro: a disputa será distanciada dos velhos modelos de campanha, em decorrência da pandemia, e a formação dos quadros legislativos vai ocorrer sem as coligações partidárias. Para o cientista político Fernando Perlato, a imprevisibilidade será a marca deste pleito. “A pandemia, que nos leva à incerteza de como as campanhas vão se estruturar, e o fim das coligações proporcionais vão mudar muito a lógica. Diante disso, tendemos a um cenário paradoxal: o contexto da pandemia pode favorecer candidatos que já têm visibilidade ou mandato, enquanto o fim das coligações vai permitir que candidatos que antes não conseguiam se projetar por conta das coligações alcancem nichos que não estavam abertos”, destacou.
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