Metas de Lafayette
O candidato Lafayette Andrada (PSD), em entrevista à Rádio CBN, ontem, enfatizou sua experiência como secretário de Defesa Social do Governo Antonio Anastasia para defender a implementação de projetos na área de segurança pública. Ele foi o quarto a ser ouvido na série que a rádio e a Tribuna estão realizando com previsão de encerramento no dia 29, quanto todos os candidatos se enfrentarão em um debate, entre 10h e 12h, no auditório do Independência Trade. A próxima entrevistada será Victória Mello (PSTU), amanhã, entre 10h30 e 11h30. Todas as entrevistas estão sendo reproduzidas, no dia seguinte, nas páginas da Tribuna. Sob mediação do radialista Marcelo Juliani, os candidatos estão sendo sabatinados pelos jornalistas Renato Salles, da Tribuna, e Márcio Santos, da CBN.
JF unânime
Os três deputados federais com domicílio eleitoral em Juiz de Fora – Margarida Salomão (PT), Marcus Pestana (PSDB) e Júlio Delgado (PSB) – votaram a favor da cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha, na noite de segunda-feira. Entre os 53 deputados mineiros, somente a deputada Dâmina Pereira (PSL) votou contra a decisão do Conselho de Ética, enquanto os deputados Saraiva Felipe (PMDB), Mauro Lopes (PMDB) e Delegado Edson Moreira (PR) se abstiveram. Este ganhou notoriedade quando presidiu o primeiro inquérito que culminou com a prisão do goleiro Bruno, acusado de mandar matar a namorada Elisa Samúdio.
Para votar
Entre os mineiros, cinco deputados não compareceram à sessão de segunda-feira: Luiz Fernando Faria (PP), Aelton Freitas (PR), Marcelo Aro (PHS), Miguel Corrêa (PT), Raquel Muniz (PSD) e Leonardo Quintão (PMDB). A deputada Margarida Salomão suspendeu a sua campanha para participar da votação. Ela já tinha feito o mesmo no acompanhamento do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, tendo sido vista em mais de uma ocasião no plenário do Senado. De Belo Horizonte, o candidato Eros Biondini (PROS) também compareceu à sessão de segunda só para votar. Ele disputa a prefeitura da capital.
Grampeados
Logo após a cassação de seu mandato, Eduardo Cunha concedeu uma rápida entrevista, ocasião em que aproveitou para mandar recados. Questionou a postura do Planalto e do seu sucessor na presidência da Câmara, deputado Rodrigo Maia, acusando ambos de conspirarem contra ele. Foi além, disse que irá escrever um livro contando toda a história do impeachment com a divulgação de conversas com todos que o procuraram para tratar do assunto. Indagado se tinha grampeado seus interlocutores, Cunha foi rápido: “nada disso, tenho boa memória”. Seu sorriso, no entanto, não deixou dúvidas, deve ter feito várias gravações que, no momento oportuno, serão para sua defesa ou para desconstruir biografias.






