Campanha liberada
A partir de terça-feira, os candidatos estarão liberados para pedir votos, distribuir santinhos e apresentar suas propostas aos eleitores, além de participarem de debates e entrevistas. Esta é a etapa esperada pelos partidos, uma vez que, até então, só era possível contatos, mas sem dizer expressão mágica “conto com o seu voto”, que alguns eleitores fazem questão de ouvir. A agenda muda para todos, pois também serão sabatinados por veículos de comunicação e entidades representativas. Na Tribuna e na Rádio CBN, as sabatinas, como foi dito ontem neste mesmo espaço, começam no dia 1º de setembro, entre 10h30 e 11h30. Para o dia 29 de setembro, último dia de propaganda gratuita, os candidatos se enfrentam, a partir das 10h. As regras já foram definidas, assim como a ordem das entrevistas.
Hora do registro
Uma das datas mais esperadas – depois das convenções – é o registro da candidatura. Todos os partidos têm até esta segunda-feira para oficializar os nomes que vão ser submetidos às urnas. Por conta dessa possibilidade é que ainda existem apostas em torno da mudança de nomes nas listas partidárias, fruto de acordos de última hora. Mas tais alterações não são comuns. As coligações já estão consolidadas, e qualquer mudança, nesta fase, produz mais desgaste do que votos, pois quem fica para trás torna-se um adversário. Mesmo assim, por conta da dinâmica da política, é melhor esperar.
Voz das ruas
Os analistas políticos têm chamado a atenção para o eleitor. Os partidos, a despeito do discurso que já ensaiam para levar para os palanques, ainda não sabem qual será a reação das ruas. A eleição deste ano é a primeira municipal após as manifestações de junho de 2013, quando brasileiros, em todos os quadrantes, foram para as ruas protestar contra a instância política. E de lá para cá só piorou, pois os escândalos apurados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público vieram à tona com mais intensidade e envolvendo personagens de peso da política tanto do Governo quanto da oposição.
Novo eleitor
Esses mesmos analistas advertem que eleições municipais têm um discurso mais voltado para as demandas locais, mas, inevitavelmente, as mazelas nacionais serão levantadas, a fim de ampliar os desgastes dos oponentes. Entre os jovens, principalmente, o número de eleitores na faixa de 16 e 17 anos parou de crescer. Se, num momento, em anos anteriores, o entusiasmo levou milhares a antecipar o direito de votar, desta vez, o caminho está na mão inversa. As inscrições ficaram estagnadas, e as explicações podem ser encontradas, principalmente, nas redes sociais, nas quais esses potenciais eleitores se apresentam com maior naturalidade, explicitando suas decepções.






