Compasso de espera
A situação do vereador Léo de Oliveira foi tema recorrente, ontem, na Câmara Municipal. O nome do parlamentar, que aproveitou a janela partidária para sair do PMN e migrar para o PTB, não está na lista que a Justiça Eleitoral divulgou, gerando dúvidas sobre o futuro do radialista. Tanto ele quanto o presidente do diretório, Ricardo Francisco, consideram ser apenas uma questão burocrática, já que todos os recibos de envio estão de posse do partido, como ambos disseram ontem à Tribuna. Esse é um dos problemas de filiação ou desfiliação no apagar das luzes, pois há o risco de não haver tempo para reparos. Ontem, Léo viajou por razões particulares, mas assessores garantiram que ele está tranquilo com o desfecho do caso.
Entendimentos
As convenções ainda estão longe de ocorrer, mas os partidos já encaminham os primeiros entendimentos. No último fim de semana, PSDB e PV fizeram uma reunião conjunta de seus pré-candidatos a vereador, sinalizando que podem estar juntos no pleito de outubro. Mas somente as convenções é que irão apontar para a coligação. Tudo dependerá de outros entendimentos, já que nenhuma das duas legendas tem, pelo menos hoje, candidato a prefeito, o que aponta para acordos com outros partidos. Somente depois dessas definições é que o martelo será batido na base.
Seminário
A Faculdade de Direito da UFJF promove, nos dias 9 e 10 de maio, o seminário “O processo de impeachment: uma análise jurídica”, no Anfiteatro de Ciências Sociais. O evento terá dois painéis com professores da própria instituição que irão propor análise das questões fiscais e constitucionais que envolvem o impedimento da presidente Dilma Rousseff. No primeiro painel, agendado para as 9h30 do primeiro dia, a mesa-redonda será formada pelos professores Frederico Riani, Elizabete Rosa e Daniel Gioti. Já no segundo dia das atividades, participam do debate os professores Vicente Riccio, Joana Machado e Bruno Stigert.
Novo espaço
Será lançado hoje, às 19h30, na Câmara, o Espaço Cultural Vereador Ivan Barbosa, no hall de entrada do Palácio Barbosa Lima, que poderá ser utilizado, sem custos, para a realização de lançamento de livros, exposições de pintura, escultura, fotografia, desenho, gravura, além de instalações que utilizem novas tecnologias. A medida tomada pela Mesa Diretora homenageia um dos mais combativos vereadores que passaram pela Câmara no tempo da ditadura. Eleito em 1976, Ivan era um dos mais ativos membros da bancada do MDB, que fazia oposição ao então prefeito Mello Reis. Por conta disso, e pelos laços que deixou com sua morte prematura, o evento deverá contar com a presença de muitos colegas de militância política e estudantil. Ivan também presidiu o DCE da UFJF e foi mentor de uma geração de políticos.






