Vez dos vices
Esgotado o ciclo de especulações em torno dos pré-candidatos a prefeito, embora sempre haja espaço para mudanças, os bastidores políticos agora se movimentam em torno dos postulantes ao cargo de vice. É até prematuro, pois a figura do número dois é estratégica na definição de acordos no fechamento dos prazos, mas os nomes já estão na roda. O ex-comandante da 4ª Região de Polícia Militar, coronel da reserva Ronaldo Nazareth, seria o nome que o PSDB indicaria numa eventual aliança com o PMDB do prefeito Bruno Siqueira. Ele assinou a ficha na semana passada. O empresário Francisco Campolina, presidente da regional da Federação das Indústrias, tem seu nome cotado para ser vice na chapa da deputada Margarida Salomão, caso ela confirme sua candidatura. Quem também trabalha para ser vice do PT é o vereador Chico Evangelista (PROS). O ex-vereador Romilton Faria seria o candidato a vice na chapa do deputado Noraldino Júnior, que deve disputar a Prefeitura pelo PSC.
Língua afiada
Aos 86 anos, completados em janeiro, o ex-senador Pedro Simon continua afiado na política. Em entrevista à revista “Viver Brasil”, que chega hoje às bancas, ele é enfático. “Se não houver chamamento de entidades para discutir os problemas e fazer uma pauta nacional, o país não sairá da crise.” Na sua avaliação, não interessa se colocam no Governo A, B ou C, pois nem Jesus resolveria. “Acredito que só um pacto envolvendo entidades como a OAB e a CNBB pode viabilizar um projeto para colocar ordem nessa anarquia que virou o cenário político no país.”
Licenciados da PC
Pelo menos dois delegados se licenciaram de seus postos para atender a legislação eleitoral que trata das desincompatibilizações de servidores públicos. Com a intenção de disputar uma vaga na Câmara Municipal, o titular da Delegacia de Homicídios, Rodrigo Rolli, e a delegada distrital Sheila Oliveira se desligaram e vão às ruas em busca de votos. Outros órgãos também exigem a desincompatibilização. Os radialistas, no entanto, têm um prazo menor. De acordo com as regras, devem se afastar dos microfones três meses antes do pleito.
Carta aberta
O Centro Industrial elaborou documento de repúdio aos decretos do governador Fernando Pimentel alterando o regulamento do ICMS. O decreto, datado de 27 de março, estabelece que o recolhimento do imposto passará do dia 9 para o dia 8 das empresas varejistas e do dia 15 para o dia 8 das indústrias, a partir deste mês. Também aumentam as alíquotas de vários produtos de 12% para 18%. Para o presidente do Centro Industrial, Leomar Delgado, a medida despreza o real aumento de custos que recai sobre os meios de produção no estado, além de ignorar o acúmulo com a folha de pagamento e obrigações sociais ao antecipar o mesmo para o início do mês. “O Governo de Minas ignora, de forma preocupante, a situação econômica de severa desaceleração pela qual passa o país e transfere a responsabilidade para quem tenta produzir”, acentuou.






