Nos últimos dias, dois fortes terremotos foram registrados no Oceano Atlântico, a menos de 1.000 km de distância do litoral potiguar, despertando interesse e preocupação sobre eventos sísmicos dessa magnitude tão próximos do Brasil.
O Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi o responsável por registrar e divulgar esses fenômenos. Os tremores, ocorridos em 27 e 28 de março, com magnitudes superiores a 6 na escala Richter, fazem parte de uma série de eventos naturais complexos e imprevisíveis.
Detalhes dos terremotos:
Primeiro tremor:
- Data e hora: 27 de março (quinta-feira), às 21h34.
- Magnitude: 6.1 na escala Richter.
- Localização: O epicentro foi localizado a aproximadamente 42 km do arquipélago São Pedro e São Paulo e a 952 km de Natal, capital do Rio Grande do Norte.
Segundo tremor:
- Data e hora: 28 de março (sexta-feira), por volta das 14h17.
- Magnitude: O segundo tremor foi de magnitude similar, ocorrendo a menos de 3 km do epicentro do primeiro evento.
Impacto local
Embora os dois tremores tenham sido fortes, eles não foram sentidos no litoral do Rio Grande do Norte devido à grande distância entre o epicentro e as áreas habitadas.
Segundo o professor Aderson Farias do Nascimento, coordenador do Labsis (Laboratório de Sismologia da UFRN), os tremores não causaram nenhum impacto físico no estado potiguar. No entanto, os eventos sísmicos poderiam ter sido sentidos no arquipélago de São Pedro e São Paulo, uma pequena área habitada no oceano Atlântico.
Último evento sísmico
Curiosamente, o primeiro terremoto no Oceano Atlântico aconteceu no mesmo dia em que um tremor de magnitude 7.7 atingiu o país asiático de Mianmar (antiga Birmânia). Este evento sísmico, que causou imensa devastação, resultou na morte de mais de 2.000 pessoas.
A coincidência temporal entre esses dois terremotos, ocorrendo em pontos distantes do planeta, reflete a complexidade e a imprevisibilidade da atividade sísmica ao redor do mundo.
A pesquisa científica e a educação sobre esses eventos são essenciais para reduzir os riscos e melhorar a preparação para qualquer possível impacto que a natureza possa trazer.