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Pedra espacial maior que o Cristo Redentor se aproxima do planeta

Por Leticia Florenço
28/07/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Cristo Redentor - Reprodução/iStock

Cristo Redentor - Reprodução/iStock

Nos próximos dias, uma rocha espacial do tamanho de um prédio de 15 andares se aproximará da Terra em velocidade estonteante.

Com aproximadamente 64 metros de comprimento, o asteroide batizado de 2025 OW ultrapassa em altura um dos maiores símbolos do Brasil, o Cristo Redentor, que mede cerca de 38 metros.

A aproximação está prevista para o dia 28 de julho, segundo informações confirmadas pela NASA e publicadas pelo portal norte-americano Orbital Today.

Quanto mais perto, mais atenção

A trajetória do 2025 OW passará a uma distância de 630 mil quilômetros da Terra, pouco além da órbita da Lua, que gira em torno de 383 mil quilômetros. Pode parecer longe em termos terrestres, mas, em escalas cósmicas, isso é considerado um encontro relativamente próximo.

Por isso, embora não exista risco de colisão com o planeta, o evento exige atenção e monitoramento rigoroso por parte das agências espaciais.

Tamanho que impressiona e preocupa

Com proporções semelhantes a um jato comercial de grande porte, o 2025 OW se destaca como o maior asteroide entre os cinco que passarão perto da Terra nesta semana. Embora não represente uma ameaça direta, seu tamanho é suficiente para acender alertas sobre os potenciais efeitos de um impacto, caso ocorresse.

Asteroides dessa escala são capazes de gerar ondas de choque, quebrar vidraças e causar danos pontuais, especialmente em áreas densamente povoadas, ainda que a maioria se desintegre na atmosfera antes de atingir o solo.

O 2025 OW viaja a uma velocidade estimada de 75 mil km/h, dentro do que é comum entre os chamados NEOs (Near-Earth Objects, Objetos Próximos da Terra).

Para comparação, o asteroide 2024 MK, que passou perto da Terra no ano passado, era maior (com 152 metros), mas se movia a “apenas” 55 mil km/h. Velocidades como essas explicam por que o monitoramento contínuo dessas rochas é vital.

Como a NASA monitora essas ameaças

O rastreamento de asteroides como o 2025 OW é feito com tecnologias de altíssima precisão. Um dos destaques é o Radar do Sistema Solar Goldstone, operado pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA. Essa estrutura permite acompanhar em tempo real dados como:

  • Posição e órbita
  • Brilho e reflexo solar
  • Diâmetro e densidade
  • Velocidade e trajetória

Com esses cálculos, os cientistas conseguem prever com segurança a rota de objetos celestes e atualizar estimativas caso algo saia do previsto. O trabalho contínuo é essencial para reduzir a possibilidade de impactos inesperados no futuro.

E se caísse na Terra?

Embora o 2025 OW vá apenas passar pela vizinhança, é sempre relevante perguntar: o que aconteceria se um asteroide desse tamanho entrasse na atmosfera terrestre?

A maioria das rochas espaciais se desintegra antes de tocar o solo, em razão do atrito com a atmosfera. Ainda assim, uma entrada de um asteroide de 64 metros poderia provocar:

  • Explosões atmosféricas com forte estrondo
  • Janelas quebradas a quilômetros do local da queda
  • Danos estruturais localizados, dependendo da região atingida
  • Formação de crateras ou incêndios, se em regiões secas

Casos como o de Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, reforçam a necessidade de vigilância. Na ocasião, um asteroide de cerca de 20 metros causou ferimentos em mais de mil pessoas e danificou centenas de prédios, mesmo sem atingir diretamente o solo.

O desafio do futuro

Ainda que o 2025 OW não represente risco, ele é um lembrete claro de que o espaço está longe de ser um ambiente estático. Milhares de rochas orbitam o sistema solar, e muitas só são descobertas dias ou semanas antes de uma passagem próxima.

Com isso, cresce a demanda por mais investimentos em telescópios automatizados, inteligência artificial aplicada ao rastreamento e colaborações internacionais para construir um sistema global de alerta contra asteroides.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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